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Copa-2018: Brasil é mais do que Neymar na busca pela redenção após 2014

A Copa do Mundo vai começar em um mês e todas as 32 seleções estão se preparando para levantar a taça na Rússia. Pensando nisso, o ESPN FC elaborou uma previsão de todas as equipes antes da abertura do evento, em 14 de junho. Encontre todos os países aqui e divirta-se!

Quem é quem

Capitão: Neymar

Técnico: Tite

Apelido: Canarinho

Ranking da Fifa (em 12 abril de 2018): 2

Como se classificou

Foram dois momentos completamente diferentes. Com Dunga como técnico, o Brasil oscilava e não apresentava um bom futebol. Quando o técnico foi demitido, o time estava em sexto, com risco de não ir à Rússia.

A chegada de Tite mudou completamente o cenário. A seleção reencontrou o bom futebol, voltou a ser temida pelos rivais e colecionou uma série de bons resultados. Assim, o time arrancou para uma classificação tranquila, sendo a primeira seleção – depois da Rússia – a garantir vaga na Copa do Mundo, terminando as eliminatórias sul-americanas na liderança.

Pontos mais fortes

A maior qualidade do Brasil é não depender apenas de Neymar.

Foi assim na Copa de 2014, quando o bom futebol do time dependia das atuações individuais do jogador. Claro que Neymar é importante, é o principal jogador da seleção. Mas, hoje, o coletivo sobrepõe ao individual.

A mudança se tornou clara a partir do momento em que Tite assumiu o comando da seleção. Com o novo técnico e o novo futebol, Neymar ficou mais leve para jogar, e o time se tornou, de fato, um time.

A mistura se tornou interessante. São caras conhecidas, como Thiago Silva e Marcelo, ao lado de jovens valores, como Casemiro e Gabriel Jesus, além de atletas que se firmaram como grandes nomes do futebol europeu, como Phillipe Coutinho e Willian.

É um time que sabe tocar a bola, que sabe agredir e também se defender. E tem em Neymar a cereja do bolo..

Pontos mais fracos

É difícil falar em fraquezas quando se tem um time equilibrado. Mas elas existem.

São três os pontos de atenção, e o primeiro é tático: as laterais. Marcelo é um jogador com vocação ofensiva, que gosta de avançar e é fundamental na armação das jogadas. Assim, é necessário um cuidado extra para que esses espaços não sejam explorados pelos rivais. Sem Daniel Alves, lesionado e sem chances de disputar o Mundial, perde-se o outro ponto de apoio no lado direito. Um desfalque considerável.

O segundo é em relação à experiência, não do elenco, mas desse time em si contra rivais de maior expressão. Foram poucos os testes dos comandados de Tite contra as principais seleções do planeta. Pode pesar na Copa? Talvez.

O terceiro é Neymar. A lesão tirou o jogador de combate desde 26 de fevereiro. A dúvida é: como ele voltará a atuar depois de tanto tempo ausente dos gramados? Sim, o Brasil não depende apenas dele, mas pensar em jogar sem sua principal estrela é, sem dúvida, um fator preocupante.

Estrela

O Brasil tem um time, mas os holofotes estarão mirados em um jogador: Neymar.

Em 2010, o então candidato a astro ficou fora da convocação. A eliminação precoce diante da Holanda deixou a dúvida no ar: seria diferente com ele em campo?

Estrela em 2014, ele viu sua Copa acabar na lesão sofrida contra a Colômbia. Viu, de longe, o Brasil levar 7 a 1 da Alemanha. A pergunta se repetiu: seria diferente com Neymar jogando? Jamais saberemos.

Dois anos depois, Neymar foi a estrela na medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, conquista que faltava na recheada sala de troféus da seleção brasileira.

Agora é o tira-teima. Ainda há dúvidas, afinal, Neymar não joga desde fevereiro e não se sabe como ele voltará. Independentemente disso, ele é o principal jogador da principal seleção do planeta. Todo mundo quer ver Neymar jogar. Inclusive o próprio Neymar.

Provável escalação

Coutinho ou Renato Augusto? A dúvida de Tite é sobre um time com três armadores com vocações ofensivas ou um jogador com habilidades também defensivas.

Opinião

"O Brasil está entre os favoritos ao título da Copa. Com Tite, a seleção passou a ser forte coletivamente e potencializou os talentos individuais", Gustavo Hofman, comentarista da ESPN Brasil.

"A chegada de Tite ao comando da seleção trouxe um novo ânimo para jogadores, federação e principalmente para os torcedores, que estavam descrentes com o futebol apresentado. A lesão de Neymar, porém, traz um grande ponto de interrogação. Se o astro do PSG voltar aos campos de forma limitada, as esperanças brasileiras pelo sexto título diminuem. Porém, se o camisa 10 retornar 'inteiro', a taça está mais próxima", Antonio Strini, repórter da ESPN Brasil.

O que dizem os números

Previsão

Os ecos do 7 a 1 ainda reverberam. Para apagar o que aconteceu em 2014, só há um remédio: o título.

A seleção talvez chegue à Copa em situação semelhante à de 2002: um time que passa confiança e conta com o apoio da torcida.

Assim, é de se esperar uma campanha sem sustos, mas, como já se tornou uma tradição, sem brilho. O futebol-arte pode ser deixado de lado em troca de resultados. É isso que o torcedor quer.

O Brasil pode ser campeão? Sim. Tem chances e time para isso? Sim e sim.

Uma derrota em uma fase que não seja a final trará uma grande decepção para o torcedor. Não se passa pela cabeça voltar para a casa antes da decisão. Perder o título não será um desastre, desde que o Brasil mostre vontade de vencer. Mas ser campeão seria, mais do que um sonho, uma redenção.