Na penúria, Náutico admite dívida, mas reclama que Palmeiras cobra quase R$ 100 mil a mais

Patrick Vieira comemora gol pelo Náutico contra o Bahia Gazeta Press

O Náutico, clube fundado em 1901, dono de 21 títulos do Campeonato Pernambucano, vice-campeão brasileiro de 1967 e um dos mais tradicionais times do Nordeste, vive o período mais difícil de sua história.

Devendo mais de R$ 155 milhões e atualmente na zona de rebaixamento da Série C, o clube passa por situação financeira calamitosa.

Prova disso é que, em março deste ano, o clube alegou na Justiça que não tinha como honrar suas dívidas, já que corria o risco de encerrar suas atividades caso fosse executado.

A causa em questão era uma dívida de R$ R$ 439.964,48 à qual o "Timbu" foi condenado a pagar ao Palmeiras por 10 parcelas não quitadas do empréstimo do atacante Patrick Vieira à equipe do Recife, em 2015 - isso foi mostrado pela ESPN no dia 14 de fevereiro.

Devido à negativa da Justiça neste processo, porém, o Náutico agora entrou com uma nova ação na 13ª Vara Cível de São Paulo tentando reduzir o montante devido ao "Verdão". Nas contas dos alvirrubros, os paulistas estão cobrando quase R$ 100 mil a mais.

Na avaliação do "Timbu", o montante apresentado pelo Palmeiras na cobrança judicial é R$ R$ 94.589,35 maior do que a realidade.

Os pernambucanos reconhecem a dívida, mas alegam que o real valor é de R$ 345.375,13.

Além disso, os alvirrubros dizem que o "Verdão" não utilizou o IGPM (Índice Geral de Preços do Mercado) para chegar ao valor atualizado que o time da Série C foi condenado a pagar.

No processo original, processo, o Palmeiras fez a cobrança sobre o Náutico por 10 parcelas não pagas do empréstimo do atacante Patrick Vieira à equipe pernambucana, realizado em 2015.

O valor original da dívida era de R$ 200.000,00, mas foi atualizado com multa, juros e correção monetária.

Patrick Vieira ainda pertence aos palestrinos e atualmente está emprestado ao Londrina.

O caso será julgado pelo juiz Luiz Antonio Carrer.

Procurado, o Palmeiras disse que não comenta questões judiciais.