O governo argentino está prestes a acertar um acordo com autoridades russas para não permitir que cerca de 3000 hooligans locais entrem nos estádios que serão palco dos jogos da Copa do Mundo, segundo informação da agência Reuters.
O trato, que será formalizado nos próximos dias, inclui nomes de torcedores que estão banidos das arenas argentinas e outros membros perigosos das notáveis ''barras-bravas'', versão latina das ditas torcidas organizadas, que já estiveram envolvidas em um grande número de conflitos durante a história dos confrontos internacionais.
As informações sobre os torcedores serão compartilhadas com companhias aéreas; além disso, autoridades da imigração russa e membros do governo argentino disseram que o ''Fan ID'', documento recebido na compra de ingressos para as partidas do mundial, também servirá como um meio de identificação dos torcedores que devem ser barrados.
''Nós acreditamos que os ''barras'' irão à Rússia independentemente das restrições, mas não conseguirão entrar nos estádios'', disse Juan Manuel Lugones, secretário-executivo do órgão que controla os incidentes relacionados a eventos esportivos em Buenos Aires.
Até o momento, estima-se que cerca de 45 mil argentinos já teriam comprado ingressos para a competição, segundo levantamento da própria FIFA.
Liderados por Messi, os ''hermanos'' estreiam no torneio contra a surpreendente Islândia, no dia 16 de julho, em Moscou.
