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Conselho do São Paulo cria comissão para analisar mudança no estatuto

O conselho deliberativo do São Paulo aprovou a criação de uma comissão especial para estudar e propor uma alteração no estatuto do clube no que se refere a nomeação de conselheiros para cargos remunerados.

A reunião aconteceu na noite da última quinta-feira, no Morumbi, e durou cerca de quatro horas.

Parte considerável do conselho é contra a indicação de conselheiros para cargos remunerados. Defendem que o estatuto foi modificado em 2016 possibilitando a remuneração de cargos justamente para que o clube buscasse no mercado profissionais com alto expertise para atuar no marketing, no jurídico, no financeiro, no futebol etc., fugindo do modelo vigente, usado desde os tempos do amadorismo.

Ocorre que nem todos os cargos foram preenchidos com pessoas do mercado. Neste sentido, os holofotes estão voltados especialmente para os departamentos administrativo, financeiro e jurídico. Hoje, os três têm no comando conselheiros/aliados do presidente.

Na visão do conselho, os bons exemplos de como o clube deve proceder estão nos departamentos de futebol, com a vinda de Raí e posteriormente Ricardo Rocha, e marketing, com a contratação de Luiz Fiorese no início deste ano.

No entanto, a promessa feita pela comissão é fazer uma análise ampla. Isso significa estudar também um possível veto de conselheiros que prestam serviços ao São Paulo ou conselheiros que tenham empresas que sejam parceiras da equipe.

O assunto é polêmico dentro do clube.

Agora a comissão terá até 90 dias para propor mudanças, que serão submetidas à votação no conselho. Havia dois requerimentos com pedido de revisão desse ponto no estatuto. Um foi assinado em 28 de março por três grupos da base de sustentação do presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. No caso, "Legião", "Vanguarda" e "Participação".

O outro foi feito a partir de um abaixo assinado que teve o apoio de Roberto Natel, vice de Leco, e Newton Ferreira, o Newton do Chápeu, que recolheu mais de 80 assinaturas. Parte deste grupo comemorou a decisão de quinta, chamando de "mini reforma estatutária".