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Lateral que fracassou no Santos e machucou Rodrygo: 'Não tinha outro jeito de tirá-lo do jogo'

A derrota por 1 a 0 para o Nacional, no Uruguai, pela quinta rodada da fase de grupos da Copa Libertadores não foi a única preocupação do Santos na última terça-feira. Rodrygo teve de sair de campo por conta de uma lesão no tornozelo esquerdo sofrida no segundo tempo e foi para o vestiário mancando.

Jogador responsável por machucar a última grande revelação santista, o lateral-direito Jorge Fucile não poupou elogios ao atacante de 17 anos e afirmou que o carrinho dado no segundo tempo foi proposital.

"Tinha que me cuidar porque levei três canetas pela primeira vez na minha vida. É para se aplaudir o Rodrygo porque tem uma personalidade e um talento inato muito grandes, são poucos jogadores que conseguem cortar após correrem 'de 0 a 100'. Não tinha outro jeito senão tirá-lo do jogo. E, aí, acabou o jogo", comentou, em entrevista ao jornal local Ovación.

Fucile, aliás, é cara conhecida do torcedor santista. Afinal, o uruguaio atuou pelo Santos em 2012, à época emprestado pelo Porto, de Portugal, como contraponto da transferência de Danilo ao clube luso.

Entretanto, o lateral fez só 14 jogos ao todo, marcou um gol e, apesar de ter participado do título do Campeonato Paulista, passou mais tempo no departamento médico do que em campo. Em dezembro, o Santos resolveu que não renovaria seu empréstimo.

Com a camisa da equipe da Vila Belmiro, Fucile ficou muito mais conhecido por uma entrada dura em Jorge Henrique, em clássico contra o Corinthians pelo Estadual daquele ano. O sul-americano simplesmente levantou o atacante rival e, no caso, arrancou aplausos dos fãs alvinegros praianos.

Rodrygo agora passará por exames para saber qual a gravidade da lesão, mas, em entrevista coletiva, o técnico Jair Ventura mostrou muita preocupação.

"Mais do que a derrota, minha maior preocupação foi a lesão do Rodrygo. É uma joia. Uma pena a técnica ser parada com violência. Muita gente me critica quando preservo o Rodrygo. As equipes da Libertadores marcam mais forte. Acabam parando com violência. Vamos torcer para que não seja nada mais grave. Se perdermos jogadores por violência, prejudica. É uma pena", comentou.

O Santos volta a campo agora pelo Campeonato Brasileiro, no domingo, às 19h (de Brasília), quando enfrenta o Grêmio, na Arena, pela 4ª rodada do torneio nacional.