No frustrante empate com o Fluminense por 1 a 1, tendo o gol rival ocorrido já perto do fim da partida do último domingo pelo Campeonato Brasileiro, o técnico Diego Aguirre completou a décima partida no comando do São Paulo. Apesar de ainda estar "procurando um caminho", como ele mesmo fez questão de frisar após o jogo, o desempenho é apenas mediano.
O São Paulo do uruguaio obteve 13 pontos de 30 possíveis, o que significa um aproveitamento de 43,3%. Foram três vitórias, quatro empates e três derrotas. O ataque marcou apenas oito gols, enquanto a defesa, que tem se saído bem, sofreu sete.
Apesar de a perfomance do time do treinador estar abaixo da metade dos pontos que disputou, ele ostenta números melhores do que dois dos seus quatro antecessores. No caso, Dorival Júnior e Ricardo Rocha.
Ambos tiveram aproveitamento de 40% à frente do São Paulo, com 12 pontos de 30 possíveis. Ou seja, três vitórias, três empates e quatro derrotas. A diferença no trabalho deles fica restrita ao número de gols feitos e sofridos.
Com Dorival, que foi demitido em março deste ano, o São Paulo marcou 16 vezes e sofreu 20 tentos. Já a equipe de Gomes anotou míseros oito gols e sofreu nove. Ambos tiveram saldo negativo.
O melhor desempenho em dez jogos foi de Rogério Ceni, técnico que assumiu no início de 2017 e foi demitido por Leco no começo do Campeonato Brasileiro, após a equipe ter concluído pela primeira vez uma rodada na zona de rebaixamento.
O São Paulo de Ceni conquistou 23 pontos de 30 disputados, com sete vitórias, dois empates e somente uma derrota. Ou seja, 76,7%. O ataque foi arrasador, com 29 gols marcados. A defesa era o ponto preocupante, com 17 tentos sofridos.
Quem também teve desempenho melhor do que Aguirre foi o argentino Edgardo Bauza. O Patón, que começou a trabalhar em janeiro de 2016 e saiu em agosto daquele ano para assumir a seleção de seu país, conseguiu 17 pontos nos dez primeiros jogos. Foram 56,7% de aproveitamento, com cinco vitórias, dois empates e três derrotas. Além de 12 gols marcados e seis sofridos.
Dos técnicos citados vale mencionar que Ricardo Rocha teve uma passagem no segundo semestre de 2016, substituindo Edgardo Bauza. Já Dorival Júnior assumiu no final do primeiro semestre do ano passado, após Ceni ser demitido.
Deve se pesar o fato de que Ceni e Bauza iniciaram os trabalhos, tendo tempo para fazer pré-temporada, além de encarar adversários em tese mais fracos do que os de Dorival e Ricardo Gomes, que estrearam com o Campeonato Brasileiro em curso.
Aguirre iniciou o trabalho exatamente na abertura das quartas de final do Campeonato Paulista e teve mais confrontos válidos por torneios mata-matas do que outra coisa. Foram dois jogos contra o São Caetano, dois contra o Corinthians, dois contra o Atlético-PR e um com o Rosario Central, da Argentina, válidos pelo Estadual, pela Copa do Brasil e pela Copa Sul-Americana, respectivamente.
Dos torneios citados, o São Paulo continua vivo apenas no continental. Fará o jogo de volta contra o Rosario Central em 9 de maio, no Morumbi. As outras três partidas sob o comando de Aguirre foram pelo Brasileiro: Paraná (vitória), Ceará (empate) e Flu (empate).
"Independentemente do resultado contra o Fluminense, estivemos perto de ganhar o jogo e eu procuro ver o rendimento do time. Acho que foi bom. Fizemos uma apresentação boa. Estivemos perto de ganhar. Não deu, mas estamos encontrando um caminho", disse Aguirre.
"Temos de trabalhar para melhorar em todos os aspectos. Tanto ofensivos quanto defensivos. O time vai criar uma identidade", afirmou em sua última resposta da entrevista coletiva, antes de se despedir.
O São Paulo volta a campo somente no próximo sábado, quando vai enfrentar o Atlético-MG, no Morumbi, pela quarta rodada do Brasileiro.
