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Andrés ironiza salários do Palmeiras e proposta por Gil: 'Não tenho banco por trás, mas estou na briga'

Andrés Sanchez, presidente do Corinthians, em entrevista coletiva no CT Joaquim Grava Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians

Presidente de um dos três únicos clubes que não apoiaram a candidatura de Rogério Caboclo à presidência da CBF, Andrés Sanchez concedeu entrevista coletiva nesta sexta-feira para falar sobre o banimento de Marco Polo Del Nero do futebol. O dirigente do Corinthians, porém, acabou tratando mais do rival do Palmeiras do que qualquer outro tema no CT Joaquim Grava.

O clube alviverde entrou em pauta em uma pergunta sobre a tentativa de impugnar a final do Campeonato Paulista, pela alegação de interferência externa na arbitragem.

“(A final) Segue em pauta do lado de lá. Vi outro dia um cidadão com o dedo no ouvido, era o médico do Corinthians. Devia estar com coceira no ouvido e falaram que era ponto eletrônico. Difícil”, ironizou Andrés, em referência a imagem utilizada pelo Palmeiras em que Ivan Grava aparecia no banco do Corinthians, durante a confusão na decisão, com a mão na orelha.

Em seguida, vieram as provocações de Andrés. “Acho que tinha que reclamar, faz parte. O que Palmeiras tem que entender e aprender é que não adianta pagar R$ 1 milhão para um jogador e outro ganhar R$ 400 mil, R$ 500 mil sendo capitão do time”, iniciou, em referência a Dudu no segundo exemplo, e em sequência tratando do contrato de Felipe Melo.

“Um jogador ganha R$ 25 mil, R$ 30 mil para entrar em campo. Ganhe ou perca, entrou para ganhar R$ 25 mil. Ofereceram agora para o (Ricardo) Goulart R$ 1,5 milhão por mês e 50 mil por jogo. Isso que faz perder campeonato. Eles acham que não. Os engenheiros da sabedoria lá. Quando falei do Dudu, não falei por mal. Falei que é grande jogador e ganha metade do outros. Acho injusto”, continuou.

“É a mesma coisa que o Rodriguinho ganhar 10 vezes mais que o Balbuena ou vice-versa. Estou até dando o caminho das pedras para o Palmeiras. E o Gil, manda aumentarem a oferta. O que estão dando para o Gil agora, ele não vem. Não tenho banco por trás, mas estou na briga”, encerrou o dirigente, que depois disse que apenas acompanha a situação do zagueiro do Shandong Luneng-CHN.

Ainda sobre o Palmeiras, Andrés ironizou a possibilidade de o rival contratar Paolo Guerrero, que negocia renovação com o Flamengo. Segundo ele, o peruano deveria ganhar “R$ 100 mil por partida” para vestir a camisa alviverde. Já, em relação à decisão do Paulista, o presidente alvinegro disse que agiria da mesma forma caso tivesse se sentido prejudicado.

“Se fosse presidente do Palmeiras, ia para a Justiça Comum. É direito. Chororô é livre. Eu já chorei. Também choraria. Mas (o Palmeiras) tem que fazer futebol melhor.”

"Libertadores perdeu a graça" - Outro tema da entrevista de Andrés, além de Del Nero e o Palmeiras, foi a Copa Libertadores. Segundo o dirigente, o torneio sul-americano é a última prioridade do Corinthians na temporada.

"O Corinthians, felizmente, disputa todos campeonato para ganhar. Se tiver que priorizar, é Brasileiro, Copa do Brasil e depois Libertadores. Libertadores não tem a mesma graça que tinha antes. Além de nós termos ganho já, hoje 50% é brasileiro e argentino. Mais fácil fazer Brasil x Argentina. Oito times brasileiros na Libertadores. Está perdendo um pouco o sentido. Mas se é assim que querem, vamos tocando. Dependendo da minha vontade, é Brasileiro, Copa do Brasil e Libertadores em último plano;"