Ídolo do Santos, ex-jogador do Barcelona e nome presente na Copa do Mundo de 1998, Giovanni é o Bola da Vez desta semana. Entre outros tantos assuntos, o ex-meia-atacante comentou sobre sua experiência no Mundial da França. Assista ao programa na íntegra no WatchESPN.
“O grande erro do Zagallo foi ter convocado a seleção e já ter dado o time titular, depois acho que ele pensou direito e se arrependeu”, afirmou no Bola da Vez, que contou com João Carlos Albuquerque, Vladimir Bianchini e Rodrigo Veronese. “Na seleção, eu tinha que matar um leão, tem alguns jogadores que você dá dez chances”.
Ao ser perguntado se sentia que sofreu preconceito por ser do Norte, o Messias não teve dúvida: “Com certeza. Não tem mídia, não tem imprensa do meu lado, isso existe. Você barra um Giovanni, ninguém vai falar nada. Já na seleção, a gente já sabia que o Leonardo ia entrar, nada contra ele, é meu amigo, muita bola, mas tinha que ter uma vaga para ele. A gente batia um papo, ‘alguém vai cair’, nos amistosos eu vinha fazendo gol. Chegou primeiro tempo com a Escócia, fui mal, nunca mais”.
Titular diante dos escoceses no primeiro jogo do Mundial, Giovanni saiu no intervalo e não disputaria mais um minuto sequer no restante da competição.
“Pensei (em deixar a seleção durante a Copa), no vestiário”, afirmou. “Cheguei no vestiário, tirei a chuteira e arremessei. O Zagallo veio perto de mim: ‘aqui quem manda sou eu’. O Roberto Carlos estava do meu lado: ‘se acalma, Giovanni. Pensa direito'. Eu respirei e falei: ‘se eu pedir para ir embora, os caras vão cair em cima de mim’. Mantive a calma, mas sabia que ali não jogaria mais”.
