Em sua coletiva após o empate por 1 a 1 com o Corinthians, o técnico do Santos, Jair Ventura, preferiu não entrar em polêmica devido ao pênalti não marcado em cima de Léo Cittadini, nos minutos finais do clássico.
Seguindo sua preferência pessoal de não comentar lances de arbitragem, o comandante do “Peixe” não foi explícito, mas deixou claro que não gostou do fato da penalidade não tem sido marcada por Luiz Flávio de Oliveira.
“Não precisa nem falar (se foi ou não pênalti), tem a imagem... Não vou falar, sigo não falando (de arbitragem), mas posso pedir pra enquanto eu estiver falando (na coletiva) vocês (das televisões) colocarem a imagem aqui atrás de mim?”, brincou.
Questionado sobre o possível uso de árbitro de vídeo no futebol brasileiro, Jair se disse a favor, mas lembrou o alto custo do recurso, dizendo que é praticamente inviável.
“É muito caro. O Brasil do jeito que está, a gente vendendo o almoço para poder jantar, todo mundo em dificuldade financeira... R$ 45 mil por jogo não dá, é muito caro”, salientou.
“Eu sou a favor, mas tem que ver a questão financeira. Sou a favor de tudo o que é justo, e creio que nessa situação que vimos hoje seria justo”, complementou.
Quem também comentou o lance foi o atacante Gabriel Barbosa, o Gabigol, que não foi à campo porque cumpria suspensão pelo terceiro cartão amarelo. Na opinião do jogador de 21 anos, o pênalti aconteceu, no entanto, o lance era difícil.
"Eu vi lá de cima que foi pênalti, mas é difícil na hora o juiz dar. Claro que ficamos um pouco triste porque poderíamos virar, O lance foi difícil e muito rápido. É difícil ver de longe, mas fico feliz. Queríamos a vitória, mas o empate também foi bom”, disse o camisa 10.
O resultado do clássico deste domingo manteev as duas equipes na liderança de seus respectivos grupos.
Na próxima rodada, o Santos visita o Novorizontino, na quarta-feira, às 19h30 (de Brasília). No mesmo dia, mas às 21h45, o Corinthians recebe o Mirassol.
