Para atender determinação da Receita Federal, Palmeiras e Crefisa mudaram o contrato de patrocínio.
De acordo com Maurício Galiotte, presidente do clube alviverde, porém, a alteração no acordo com a empresa não mudará a política de contratações da agremiação.
Antes, os valores injetados pela Crefisa no Palmeiras além da cota anual eram registrados como receita de marketing, em aditivos ao contrato de patrocínio.
Com a alteração, os montantes serão tratados em formato de empréstimo, com juros pela taxa do CDI.
O Palmeiras tem o compromisso de ressarcir a Crefisa em um prazo de dois anos após o final do contrato dos jogadores trazidos com aporte da patrocinadora.
Na situação ideal, portanto, o clube precisaria vender os atletas em questão por um valor igual ou superior ao desembolsado pela empresa. Caso contrário, precisará arcar com a diferença.
“O Palmeiras é criterioso, tanto é que temos um elenco bastante competitivo e isso remente a política de contratações. Se hoje nosso elenco é, salvo engano, o mais valorizado do Brasil, é porque temos critério de contratação. Então, acho que não tem nenhum impacto em relação a isso”, afirmou Galiotte, durante evento da consultoria BDO na manhã desta terça-feira.
O caso de Miguel Borja, contratado por R$ 33 milhões com ajuda da Crefisa, é emblemático.
Se o Palmeiras vendê-lo por R$ 43 milhões, devolve o valor investido pela patrocinadora e fica com o lucro. Caso o vínculo do colombiano chegue ao fim sem que ele seja negociado, o clube passaria a dever R$ 33 milhões à empresa.
“É um compromisso futuro, sim, mas é uma dívida coberta. Nós temos o ativo, que são os jogadores. Então, essa é uma operação casada, porque o Palmeiras devolve o dinheiro assim que vender os atletas. Na verdade, isso já era contemplado no contrato anterior”, afirmou Galiotte.
Segundo o presidente, a única alteração serão os lançamentos contábeis a partir de 2018.
Com receita recorde de R$ 531 milhões em 2017 e superávit de R$ 57 milhões, Galiotte pretende quitar a dívida de R$ 22 milhões que o Palmeiras ainda tem com o ex-presidente Paulo Nobre até a metade do ano.
“Se a mudança em termos contratuais (com a Crefisa) tiver algum impacto, o Palmeiras está em uma situação bastante confortável e tem prazo suficiente. É uma operação casada. Então, temos o ativo, que é o atleta, que é a garantia de toda a operação”, reiterou.
