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Acusado de racismo: por que Piqué arrumou nova polêmica e volta a dividir Espanha

Gerard Piqué, em ação pelo Barcelona contra o Espanyol Getty Images

Gerard Piqué e política tem sido uma combinação que gera muita repercussão no futebol espanhol. E esta história ganhou um novo capítulo na última quinta-feira, quando o Barcelona venceu o seu rival Espanyol, por 2 a 0, e se classificou à semifinal da Copa do Rei.

Depois da partida, o Espanyol pediu à Comissão Antiviolência uma investigação às declarações de Piqué, Sergio Busquets e aos cânticos de torcedores da casa no Camp Nou, com a alegação de que teriam sido racistas e xenofóbicos.

Piqué fez uma alusão ao Espanyol de Cornellà, e Busquets falou explicitamente disso. O Espanyol foi fundado em 1900 e estreou seu estádio em Cornellà de Llobregat, um município da Província de Barcelona, em 2009.

A questão é complexa, e uma matéria do site El Confidencial de novembro de 2017 ajuda a destrincha-la.

Diferentemente de Barcelona, onde o sentimento separatista é forte, Cornellà de Llobregat é mais dividida em relação à questão política. "Aqui as bandeiras espanholas ganham a batalha nas janelas com as esteladas (bandeira catalã)", aponta a matéria.

Um artigo publicado no site El Nacional chegou a falar que se "apontava para quem falava" catalão no município.

Entre os cânticos, o Espanyol diz que fãs do Barça falaram em "ódio ao Espanyol", "morte ao Espanyol", "periquitos bastardos", "periquitos, vocês são dos chineses", "periquito, lembre-se, você é uma m..." e "filhos da p... do Espanyol".

"Consideramos que, às vezes, a soberba pode acabar sendo grosseira, impedindo de valorizar corretamente as pessoas que formamos parte de uma comunidade da qual nos sentimos orgulhosos e onde trabalhamos para fomentar o respeito e a igualdade", diz o texto.