Ao menos por enquanto, Antônio Roque Citadini está fora da disputa pela presidência do Corinthians. Encabeçando a chapa "Corinthians mais forte", ele teve sua candidatura impugnada na noite desta segunda-feira pela comissão eleitoral do clube.
O problema é que Citadini é conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, e a constituição brasileira impede que ele tenha também o cargo de presidente do clube. Isso deveria garantir uma "atuação autônoma e independente" do cargo.
Citadini promete recorrer da decisão na Justiça. O grupo liderado por ele entende que não existe fundamento jurídico para a impugnação da chapa.
Na última eleição corintiana, Citadini já tinha o cargo no tribunal de contas e, mesmo assim, concorreu normalmente.
Sem ele, o Corinthians fica com quatro nomes na disputa da presidência: Andrés Sanchez, Paulo Garcia, Felipe Ezabella e Romeu Tuma Junior.
Sanchez e Garcia, porém, também podem ter as candidaturas impugnadas. Eles são investigados no clube após denúncias de pagamentos para que sócios regularizassem suas situações e pudessem votar.
Veja a nota completa de Citadini sobre o caso:
Comunicado da Chapa Corinthians Mais Forte
A Chapa Corinthians Mais Forte, formada pelo candidato a Presidente Antonio Roque Citadini, e pelos candidatos a Vice-presidentes Osmar Stábile e Augusto Melo, repudia a decisão do Presidente do Conselho Deliberativo, Guilherme Strenger, após parecer da Comissão Eleitoral, por considerá-la equivocada.
O candidato Antonio Roque Citadini, como amplamente demonstrado em sua peça de defesa, preenche todos os requisitos estatutários e legais para ser candidato.
Além de não ter fundamento, a acusação deveria ter sido recusada porque a comissão eleitoral deveria se ater a analisar os requisitos pertinentes a candidatura, que estão prescritos apenas no Estatuto.
Cumpre destacar que o Excelentíssimo Desembargador Strenger foi o presidente da Comissão Eleitoral nas últimas eleições do Corinthians, em 2015. Naquela eleição, Citadini também foi candidato e, estando em situação estatutária e legal idêntica à deste pleito, nada lhe foi objetado.
A decisão de hoje também coloca sob suspeição a legitimidade do Doutor Strenger como Presidente do Conselho Deliberativo, uma vez que ela se baseia em decisão do Conselho Nacional de Justiça aplicada às eleições do Santa Cruz de 2009. Naquela oportunidade, foi determinado que um magistrado tampouco poderia ser Presidente do Conselho Deliberativo.
Por todo o exposto, a Chapa Corinthians Mais Forte está determinada a que seja respeitado o seu direito e irá recorrer a todas as instâncias estatutárias e judiciais pertinentes para que a candidatura democraticamente apresentada, seja respeitada.
Finalmente, a Chapa Corinthians Mais Forte, ciente de que está à frente nas pesquisas, convoca suas chapas aliadas e seus eleitores a manter e aumentar a mobilização com vistas à eleição do dia 3 de fevereiro.
