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Após gastar até R$ 60 mil em uma balada, espanhol ensina jogadores a não torrar dinheiro

Álvaro Domínguez anunciou sua aposentadoria dos gramados em dezembro de 2016, com apenas 27 anos de idade, mas segue sendo importante para outros jogadores de futebol em uma função peculiar: ensinando-os a não gastar dinheiro.

O ex-zagueiro espanhol, que atualmente trabalha na AFE (Associação de Futebol Espanhol), falou em entrevista ao jornal El Mundo, que, quando se é jogador, não se valoriza o dinheiro e lembrou de quando, em só uma noite, ostentou com amigos em uma balada.

"Carros cada vez mais caros, relógios cada vez maiores... Você pega um avião privado para ir jantar e acha que é normal. E sou o primeiro a falar que fiz isso. Numa noite, sai com meus amigos e me peguei pagando uma conta de 15 mil euros [convertendo para os valores atuais, R$ 58 mil]", contou.

"É normal que quem leia isso pense que sou tonto. E não, porque é algo que você faz uma vez na vida para ver como é, mas você tem que lembrar que essa não é a realidade. O problema é quando convertem essa exceção em uma regra", completou.

Para o ex-zagueiro do Borussia Mönchengladbach, entretanto, essa dificuldade não é exclusiva de atletas, mas de qualquer outro que comece a arrecadar muito.

"É uma mudança muito drástica e, sem uma educação, é muito difícil administrar esse dinheiro, Criticam-se muito os jogadores, mas dê 1 milhão de euros a qualquer menino de rua e veja se ele será organizado. Não creio que se comporte melhor do que qualquer jogador", opinou.

Domínguez também lembrou dos muitos problemas fiscais em que se envolvem mesmo os jogadores mais badalados, como os casos de Lionel Messi, Javier Mascherano e, mais recentemente, Luka Modric.

"Um jogador sabe perfeitamente o que está fazendo seu assessor fiscal. Ele não toma a iniciativa de fazer algo proibido sem contar ao jogador o riscos que pode levar. Se faz algo errado, é com consentimento do atleta", concluiu.