Não é de hoje que Cristiano Ronaldo está revoltado com PIF (Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita). A decisão de não entrar em campo pelo Al Nassr, nesta segunda-feira (2), contra o Al Riyadh, na Liga Saudita, é o estopim de um incômodo que teve os primeiros passos logo na abertura da atual temporada, segundo apurou a ESPN.
A insatisfação do craque português começou a ganhar corpo quando o PIF vendeu o controle do arquirrival Al Hilal para o príncipe multimilionário saudita Alwaleed Bin Talal Alsaud, que, desde então, passou a investir pesado no mercado de transferências, especialmente nos últimos dias - o astro francês Karim Benzema, por exemplo, está perto de ser contratado.
Enquanto isso, o Al Nassr, também à venda pelo fundo (assim como o Al Ahli e o Al Ittihad), segue sem encontrar compradores credíveis e, não menos importante, viu a torneira fechar por reforços.
Em resumo, a leitura é a seguinte: o principal adversário acabou por ter praticamente via aberta para fortalecer o elenco, de olho, naturalmente, no título nacional.
Ronaldo também está bastante desagradado com a diminuição de poder dos dirigentes do Al Nassr dentro do próprio clube. Os (amigos) portugueses Simão Coutinho (diretor esportivo) e José Semedo (CEO) são cada vez mais colocados de lado pelo PIF. A situação é vista como uma espécie de boicote.
A pressão feita por CR7 nas últimas horas agitou o futebol na Arábia Saudita e mexeu com os responsáveis do fundo, que, agora, até já cogitam entregar dois reforços de impacto para o Al Nassr.
Entretanto, o mercado no país fecha nesta segunda-feira (dia 2). O tempo é mesmo curto, questões de poucas horas, para grandes movimentações.
Até segunda ordem, Cristiano Ronaldo continua decidido a não entrar em campo pela equipe dirigida pelo compatriota Jorge Jesus diante do Al Riyadh.
