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Estrela do Bayern ficou a detalhes de assinar com Chelsea; hoje, quem joga no clube é seu irmão

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TItular absoluto e uma das principais referências técnicas do Bayern de Munique, o francês Michael Olise esteve perto de se tornar jogador do Chelsea, mas o negócio não caminhou. Hoje, em uma ironia do destino, quem joga nos Blues é Richard Olise, irmão da estrela da equipe bávara. Bem menos midiático, o Olise do Chelsea é zagueiro, ainda na equipe sub-21.

Nesta quarta-feira (17), Bayern e Chelsea se enfrentam, às 16h (de Brasília), pela fase de liga da Uefa Champions League, com Michael Olise sendo uma das principais esperanças da equipe comandada por Vincent Kompany.

Os Blues tentaram não só uma, mas duas vezes a contratação da hoje estrela dos alemães, fracassando nas duas negociações. Em 2023, na primeira tentativa, o time de Londres acabou contratando Cole Palmer, um dos principais jogadores da equipe desde então.

À época, Olise não aceitou se enquadrar no salário oferecido pelo time londrino. Segundo o tradicional The Telegraph, o francês era a primeira opção do clube, e Palmer a segunda. Os dois têm 23 anos e, na última temporada, o meia-atacante do Bayern teve números superiores aos de Palmer. Se Olise fez 20 gols e deu 23 assistências em 55 jogos, Cole Palmer tem 52 jogos, marcando 18 vezes e dando 14 assistências.

Ainda assim, não dá para dizer, nem de longe, que o Chelsea se arrepende de ter acabado com Palmer, seu principal jogador atualmente.

Apostando em promessas jovens nos últimos anos, os Blues tentam evitar erros do passado em contratações, quando nomes já mais consolidados chegaram por valores altíssimos e, além de não entregarem o esperado em campo, deram prejuízo ao serem negociados. Um exemplo é Lukaku, que, devido a seu alto salário, demorou a encontrar opções no mercado, sendo emprestado duas vezes pelo Chelsea. Contratado por mais de 100 milhões de euros em 2021, foi negociado em 2024 por menos de um terço, 30 milhões de euros, podendo chegar, no máximo, a 45 milhões, dependendo de metas.

Quando o Chelsea mudou de dono, uma parte do plano de negócios era reduzir drasticamente a folha salarial do elenco. A teoria é que contratar jovens promissores com salários mais baixos e contratos mais longos acaba gerando grande economia a longo prazo e evitando ter que renegociar extensões e aumentos salariais com frequência. Esportivamente, no entanto, é natural que o time passe a precisar de mais tempo para se consolidar, ainda que gaste muito em reforços.

De acordo com o relatório European Club Finance and Investment Landscape, encomendado pela Uefa, o Chelsea gastou 1,6 bilhão de euros (cerca de R$ 9,7 bilhões) para montar o elenco usado na temporada 2023/24.

De lá para cá, somando inclusive o brasileiro João Pedro, os Blues já gastaram mais R$ 3 bilhões em novos jogadores. Alguns desses reforços, como Estêvão, foram contratados antes dos 18 anos.

Os números auditados das demonstrações financeiras do clube mostraram que, em um período de cinco anos, de julho de 2019 a junho de 2024, seus gastos excederam em muito os de qualquer outro clube europeu. Por exemplo, superou com folga o valor do elenco do Real Madrid de 2020, que havia custado 1,3 bilhão de euros e aparecia no topo do ranking da Uefa.

Os dois reforços mais caros do período estão no clube. O meio-campista Enzo Fernández, que custou 121 milhões de euros, e o volante Moisés Caicedo, transferido por 116 milhões de euros.

Conheça Richard Olise, irmão de Michael Olise

Defensor destro e de qualidade técnica, Richard joga na equipe sub-21 do Chelsea e pode ser usado como lateral-direito por seu perfil moderno e de equilíbrio entre boa saída e a marcação.

Nascido em Londres, ele já defendeu seleção de base da Inglaterra, enquanto o irmão é figura constante na seleção francesa principal de Didier Deschamps.