O ex-meio-campista Kleberson, pentacampeão mundial com a seleção brasileira em 2002, foi às redes sociais na noite de quinta-feira (13) para relatar uma agressão que teria sofrido com a família após uma discussão de trânsito na BR-277, na altura do Jardim das Américas, em Curitiba. Ele classificou o episódio como "revoltante".
De acordo com o ex-atleta, um motorista em alta velocidade pressionou o carro dirigido por seu filho na pista da esquerda. O agressor, incomodado com a demora para a mudança de faixa, teria encurralado o carro, descido do veículo e partido para a agressão física.
"Presenciei a cena mais dolorosa da minha vida: ver meu filho sendo agredido injustamente por um ato de intolerância e violência gratuita", escreveu Kleberson, que justificou que o filho levava a irmã de quatro anos no carro e, por isso, aguardou o momento seguro para fazer a troca de faixa.
O ex-atleta, que estava em um carro atrás, teria se aproximado "para tentar dialogar e explicar que se tratava de sua família". O agressor, então, teria também o agredido. "Em vez de me escutar, ele me atingiu com um soco no rosto, tudo isso na frente das minhas filhas e de várias testemunhas que presenciaram essa cena lamentável", disse.
Kleberson registrou um boletim de ocorrência no 20º Batalhão de Polícia Militar de Curitiba por lesão corporal. Também por meio das redes sociais, ele informou que foi ao hospital acompanhar o filho em realização de exames médicos e que fariam perícia de corpo de delito no IML.
Leia o relato completo de Kleberson
"Hoje venho às minhas redes sociais para compartilhar um episódio extremamente triste e revoltante. Minha família foi vítima de um ato de violência que jamais esqueceremos. Minha esposa, meu filho e minhas filhas pequenas sofreram uma agressão que ficará marcada para sempre em nossas memórias.
Eu e meu filho estávamos na BR-277, na altura do Jardim das Américas, em Curitiba, cada um em seu carro. Em determinado momento, um motorista em alta velocidade começou a pressioná-lo insistentemente para que saísse da pista da esquerda. Como a pista da direita estava movimentada, meu filho, prezando pela segurança de todos – especialmente de sua irmã de apenas 4 anos, que estava na cadeirinha no banco de trás –, aguardou o momento seguro para fazer a troca de faixa.
No entanto, o agressor, insatisfeito por não conseguir ultrapassar imediatamente, encurralou o carro do meu filho, desceu do veículo e partiu para a agressão física. Como pai, vindo logo atrás, presenciei a cena mais dolorosa da minha vida: ver meu filho sendo agredido injustamente por um ato de intolerância e violência gratuita. Indignado, me aproximei para tentar dialogar e explicar que se tratava da minha família, mas, em vez de escutar, o agressor me atingiu com um soco no rosto, tudo isso na frente das minhas filhas e de várias testemunhas que presenciaram essa cena lamentável.
Fomos vítimas de uma agressão covarde, sem qualquer justificativa. Meu filho levou tapas e socos, e eu também fui agredido fisicamente e moralmente, perante a tantas testemunhas ali presente. A dor física passa, mas a dor na alma de um pai ao ver seu filho sendo atacado dessa maneira ficará para sempre.
Quero agradecer aos policiais que nos atenderam com muita atenção. Fizemos o boletim de ocorrência e confiamos na polícia para identificar o agressor, já que o veículo utilizado está registrado em nome de uma grande e conhecida empresa na região metropolitana de Curitiba.
Deixo aqui um alerta a todo os pais: infelizmente, vivemos em um mundo onde a intolerância e a violência estão cada vez mais presentes. Protejam seus filhos e estejam sempre atentos.
Escrevo daqui do Hospital e Clínica de fraturas Alto da Xv de Curitiba, onde estou acompanhando meu filho para a realização de exames médicos. Em seguida, iremos para a perícia do corpo de delito no IML.
Um abraço, Kleberson."
