O treinador português Luis Castro, demitido do Al Nassr há um mês, conquistou apenas um título pela equipe saudita, onde comandava Cristiano Ronaldo: a Copa dos Campeões Árabes, em 2023, contra o Al Hilal, de Jorge Jesus.
O técnico, porém, acredita que a trajetória na equipe poderia ter sido diferente justamente se não fosse o time rival comandado pelo ex-treinador flamenguista, seu compatriota.
"Ganhamos a Copa dos Campeões Árabes, perdemos nos pênaltis a final da Copa do Rei Saudita e nas quartas da Champions da Ásia. Foi uma temporada muito densa, com muitos jogos. Havia grande expectativa pelos jogadores no nosso elenco: Cristiano Ronaldo, Mané, Brozovic, Laporte. De fora, pensavam: vão ganhar tudo. Sem dúvida nossos rivais também perseguiam o mesmo objetivo", iniciou, em entrevista ao Marca, da Espanha.
"Nos fica a sensação de que sem o Al Hilal as coisas teriam sido diferentes, mas a vida é assim. O Real Madrid muitas vezes não consegue os objetivos porque existe o Barcelona, e vice-versa. Uma equipe não deixa de ser grande porque não ganhou em um momental pontual", afirmou.
O treinador ressaltou os grandes jogadores do Al Hilal e evitou lamentar que as coisas não saíram como foram planejadas.
"Al Hilal também tinha Mitrovic, Cancelo, Neves, Bono, Milinkovic-Savic. Bateu recorde de vitórias seguidas, mas não podemos nos refugiar nisso ou em momentos pontuais, como o pênalti perdido que nos teria dado a Copa do Rei. Tenho a consciência tranquila. Demos tudo e fizemos a equipe progredir", disse.
Luis Castro, ex-Botafogo, ainda não tem o futuro definido. E ele não fecha as portas para nenhuma equipe.
"Não tenho preferências. Quem gosta de futebol tem de estar preparado para tudo. O importante é ir para algum clube em que se sinta querido e que te respeitem", destacou.
