Por que Scaloni citou 'egoísmo' em resposta a Messi querer jogar com tornozelo 'destruído' na Copa América

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Messi sai de Argentina x Colômbia com dores e soluça de tanto chorar no banco de reservas; VEJA (0:44)

A saída de Lionel Messi no segundo tempo da final da Copa América, disputada no último domingo (14), ainda repercute, até mesmo com o técnico da Argentina, Lionel Scaloni. Segundo o treinador, o camisa 10 não é nada egoísta por querer ficar em campo mesmo com o tornozelo 'destruído', mesmo que tivesse parecido isso.

Aos 21 minutos da etapa final, o craque se machucou em uma disputa de bola com Luis Díaz, da Colômbia, e ficou um bom tempo no chão. Apesar de ter feito o máximo para continuar em campo, teve que ser substituído e caiu em prantos no banco de reservas, cena incomum dele.

Para Scaloni, comandante da equipe bicampeã da Copa América e atual vencedora da Copa do Mundo, o fato de Messi querer jogar o restante da partida nas condições em que estava expõe o papel de liderança que ainda tem dentro da equipe. "Prefiro jogadores assim, não os que saem de campo na primeira adversidade", falou, na coletiva de imprensa após o jogo.

"Ele não quer sair de campo e isso não o torna egoísta, ele quer jogar porque quer ajudar seus companheiros. Quando sai, sente que os deixa companheiros na mão", continuou o treinador, ressaltando ainda que Messi reconhece o tamanho que tem na seleção e o que representa aos jogadores - "mesmo nessa condição física", pontuou.

A Argentina, mesmo desfalcada do maior craque, seguiu impondo seu jogo contra a Colômbia até ser premiada com o gol decisivo de Lautaro Martínez no segundo tempo da prorrogação. Essa resiliência, segundo Scaloni, também é influenciada por Messi. "Quando ele sai, entra outro no lugar e a equipe se multiplica, porque sente que tem que jogar por ele", elogiou o treinador.

Colecionando taças

Ainda que não tenha tido números impressionantes na Copa América de 2024, com um gol e uma assistência em cinco jogos, Lionel Messi foi, novamente, regente do meio-campo argentino. O título é o quarto consecutivo que ele conquista com a seleção, contando com a Copa América de 2021, a Finalíssima de 2022 e a Copa do Mundo de 2022.

O camisa 10 terá mais uma oportunidade de estender esse número na Finalíssima de 2025, que disputará com a Espanha, campeã da Eurocopa de 2024. A participação na Copa do Mundo de 2026 ainda não é garantida, mas ele não deu pistas de quando pretende se aposentar.