França e Portugal fazem, nesta sexta-feira (5), às 16h (de Brasília), o duelo válido pelas quartas de final da Eurocopa, uma reedição da decisão de 2016. Antes mesmo daquela final, porém, a rivalidade entre as duas seleções esquentou.
Na partida no Stade de France, Cristiano Ronaldo era o grande nome da geração portuguesa que conquistou o título. Antes da chegada do camisa 7, porém, outros nomes sofriam com os franceses.
Na Eurocopa de 2000, os dois países se encontraram na semifinal em Bruxelas. Nuno Gomes deixou o time português à frente, mas Henry buscou empate na segunda etapa. Na prorrogação, Zinedine Zidane converteu pênalti a três minutos do fim, com o gol de ouro classificando os franceses.
Seis anos depois, na Copa do Mundo, novo encontro em uma semifinal, agora já com Cristiano Ronaldo em campo. Um pênalti de Zidane, porém, novamente eliminaria a equipe de Portugal, desta vez por 1 a 0, em Munique.
As duas seleções voltariam a se enfrentar em um grande torneio somente na final da Euro 2016, quando a França era sede do torneio e favorita ao título. CR7 se lesionou ainda no primeiro tempo, mas, na prorrogação, um improvável Éder foi responsável pelo gol do inédito título lusitano.
Presente nas duas derrotas anteriores, Costinha revelou ao ESPN.com.br que o título em cima dos franceses teve um "gostinho especial" pelos reveses do passado e por um fator que ainda vai além das quatro linhas.
"Deu um gostinho diferente, porque seguramente a França contava em vencer a Euro em casa e isso não aconteceu. E também porque Portugal tem milhares de imigrantes naquele país. Eu também fui imigrante na França quando estive no Monaco, percebi muito bem o sentimento de ser imigrante e ver a sua seleção conquistar títulos. Porque, obviamente, quando se vai de um país para o outro, os portugueses são sempre vistos como aqueles que foram trabalhar para alguém nos outros países", disse.
"E agora já é uma geração diferente, com janelas de oportunidade de trabalho diferentes. Mas, no passado, muitos deles saíram para fazer a construção civil, para trabalharem em casas de pessoas, um modo de vida diferente. Esse gostinho de poderem também exibir esse orgulho da sua seleção ter conquistado algo importante na Europa e no mundo. Quando você está fora do teu país, para muita gente, o futebol é um foco de união. E para muita gente também, muitas vezes, está discutindo na França, na Inglaterra, na Alemanha ou no Brasil e vai falar de futebol com essas pessoas", seguiu.
"Imagina um português falar com o brasileiro? O Brasil é pentacampeão no mundo. Portugal nunca ganhou uma Copa do Mundo. Portanto, há sempre aquele gosto de querer também demonstrar: ok, vocês venceram cinco, mas nós também já vencemos uma. Portanto, não ter esse comparativo, não ter essa oportunidade também de poder demonstrar os feitos da sua seleção, tira um pouco também de brilho. E quem vive na França deve ter vivido de forma diferente, porque se calhar durante aquele período, andou um bocadinho com o peito inchado e com razão, porque a sua nação foi muito importante", finalizou.
Depois da conquista, os portugueses ainda reencontrariam os franceses em outras três ocasiões. Na Uefa Nations League em 2020, Les Bleus levaram a melhor fora de casa e empataram o outro jogo.
Já na Euro em 2021, um emocionante 2 a 2 classificou os dois times no grupo F. Agora, em novo mata-mata, a rivalidade entre os dois países ganhará um novo capítulo.
