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O protesto que tirou astro da Jamaica da Copa América: 'Jogar por eles não vai fazer o Real Madrid me chamar'

Leon Bailey em ação pela Jamaica Jeff Dean/Getty Images

De volta à Copa América após quase dez anos, a Jamaica estreia na competição neste sábado (22), às 22h (de Brasília), em Houston (EUA), contra o México.

Considerados azarões do grupo B, que ainda tem Paraguai e Venezuela, os Reggae Boys tiveram uma importante baixa para o torneio: Leon Bailey.

O astro do Aston Villa decidiu não atuar por sua seleção por não concordar com a federação de futebol de seu país.

Um dia antes da semifinal da Liga das Nações da Concacaf contra os Estados Unidos, Bailey criticou fortemente a entidade e alegou falta de profissionalismo por parte de seus dirigentes.

O jogador pontuou ainda que chegou a reservar um voo para se apresentar à seleção e que nunca foi ressarcido pela federação que rege o futebol no país.

''Você aparece e não tem nem equipamento. Às vezes, eles nos dão camisas femininas. Muitas vezes, eu reservo meu voo, mas não me pagam. Não lembro a última vez que recebi um dólar da seleção. Não é nada profissional'', disparou.

Além das críticas em relação à falta de estrutura oferecida, o atacante disse que defender a Jamaica não dá a ele a exposição que ele precisa para sua carreira.

''A seleção da Jamaica não está fazendo nada por mim. Eles não podem me dar exposição. Jogar por eles não vai fazer o Real Madrid me chamar. Estou jogando no exterior e representando meu país. Em todos os lugares do mundo, as pessoas conhecem Leon Bailey. Nunca expressei essas preocupações, porque tento me relacionar com todos. Eu não sou essa pessoa. Quero que a equipe vá bem, então não posso fazer parecer que sou melhor do que ninguém'', afirmou.

A Federação Jamaicana, por sua vez, classificou as falas de Bailey como ''imprecisas e contraditórias'' e, posteriormente, justificou a ausência do atleta na Copa América como ''indisponível''.

O nome do astro chegou a integrar a lista dos 26 convocados para a competição. Craig Butler, pai e agente do jogador, declarou que seu filho já havia anunciado que ia fazer uma pausa após o término da temporada da Premier League e que, apesar disso, a Federação o anunciou.

Embora não possa contar com o astro, a Jamaica quer mostrar que pode ser considerada uma das melhores equipes da América do Norte e Central para, quem sabe, melhorar suas participações anteriores, e 2015 e 2016, quando sequer passou da fase de grupos.

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