Daniel Alves afirmou pela primeira vez que estava bêbado na noite na qual é acusado de ter cometido uma agressão sexual. A informação é da Agência EFE. Caso seja aceito como um fator atenuante pela Justiça, Daniel poderá ter uma redução de pena caso seja condenado.
Inés Guardiola, advogada de Dani Alves, argumentou que o nível de intoxicação do atleta prejudicou a sua capacidade cognitiva e o deixou inconsciente das suas ações.
É a quinta vez que Alves muda sua versão da história desde que foi preso, em janeiro de 2023, por supostamente ter agredido sexualmente uma mulher em uma boate de Barcelona, em 30 de dezembro de 2022.
A princípio, ele afirmou que não conhecia a vítima. Em seguida, ele disse que conheceu a garota no banheiro da boate, mas que nada aconteceu. Quando confrontado com evidências biológicas, Daniel mudou novamente sua versão dos acontecimentos, dizendo que ela havia feito sexo oral nele consensualmente.
Em abril de 2023, na sequência dos resultados de novos testes biológicos, o brasileiro admitiu pela primeira vez que teve relações sexuais consensuais com a alegada vítima, e que tinha mentido anteriormente para esconder a sua infidelidade à esposa.
Aos 40 anos, Daniel Alves está em prisão preventiva sem fiança desde que foi preso, há um ano. Seu contrato com o Pumas, clube ao qual ingressou após deixar o Barcelona, em junho de 2022, foi rescindido após sua detenção.
O julgamento de Dani Alves acontecerá entre os dias 5 e 7 de fevereiro, em Barcelona. Os promotores estaduais pedem uma pena de prisão de nove anos.
Os advogados que representam a suposta vítima querem que a punição seja de 12 anos. Eles também buscam ordens de restrição para Alves após a pena de prisão e para que ele pague uma indenização no valor de 150 mil euros (R$ 803 mil).
