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Jornal espanhol detona Fifa por premiar Messi com The Best: 'Abala a credibilidade'

Em artigo publicado nesta terça-feira (16), o jornal espanhol Marca, um dos mais importantes veículos esportivos da Europa, detonou a vitória de Lionel Messi no prêmio Fifa The Best, na última segunda-feira (15), em Londres.

O diário de Madri chamou o triunfo do argentino de "surpresão" e detonou a escolha feita pelos votantes, afirmando que ela "abala a credibilidade" da premiação.

"O The Best de Lionel Messi foi uma surpresa maiúscula na história recente dos prêmios de futebol. Ninguém é mais 'Messiânico' do que um servidor, mas a mínima honestidade intelectual nos faz classificar o prêmio como 'surpresão'", escreveu.

"O resultado do The Best é um torpedo que abala de forma grave a credibilidade da Fifa, que foi a grande prejudicada na noite de ontem", seguiu.

"Houve clara falta de credibilidade, porque, vendo os últimos títulos de Messi e Haaland, só se entende o ganhador a partir do fato de que a Fifa não deve ter explicado aos seus votantes (capitães, treinadores, jornalistas e torcedores) que o período analisado para votação (19 de dezembro de 2022 a 20 de agosto de 2023) excluía a atuação de Messi na Copa do Mundo do Qatar", argumentou.

"Supeitamos que o capitão de Luxemburgo, só para citar um exemplo qualquer, nem sabia em que estava votando exatamente", ironizou.

Na visão do Marca, os próprios atletas de renome não levam o prêmio da Fifa tão a sério.

Prova disso é que nem um finalista sequer, fosse Messi, Haaland ou Mbappé, compareceu ao evento em Londres.

"Na 'Bola de Ouro', estiveram Vinicius Jr., Bellingham, Messi, Haaland, Mbappé...", recordou o jornal, citando o prêmio da revista France Football e mais uma vez abusando da ironia.

Fato é que, mesmo sem ser a mesma unanimidade de outros anos, o astro argentino chegou a oito troféus de melhor do mundo (2009,2010, 2011, 2012, 2015, 2019, 2023 e agora em 2024), que o colocam acima de qualquer jogador na história do prêmio. Cristiano Ronaldo, por exemplo, tem cinco.

Vale lembrar que a Fifa escolhia, entre 1991 e 2009, o melhor jogador do mundo.

Depois, de 2010 a 2015, o prêmio foi unificado entre a entidade e France Football, dona da "Bola de Ouro". A partir de 2016, as premiações voltaram a ser unilaterais, com dois prêmios distintos.