Kaká foi o último brasileiro a vencer o prêmio Fifa The Best, que será entregue ao melhor jogador do mundo de 2023 em Londres, nesta segunda-feira (15). Em 2007, o craque brilhou pelo Milan na conquista da Champions League – foi o artilheiro com 10 gols – e deixou para trás ninguém menos do que a dupla Lionel Messi (Barcelona) e Cristiano Ronaldo (Manchester United), que dominou o futebol na década seguinte.
Em entrevista exclusiva à ESPN, ele revelou alguns bastidores daquela cerimônia de premiação que ficou marcada por uma gafe histórica.
Antes de subir ao palco, o astro conta que ficou um pouco perdido por causa dos inúmeros compromissos – incluindo várias entrevistas – e bastante ansioso, pois não sabia se ficaria com a primeira colocação.
"Claro que tinham alguns indícios porque fui artilheiro e venci a Champions, Supercopa da Uefa, Mundial de Clubes. A imprensa me colocava entre os favoritos, mas só soube mesmo quando o Blatter (então presidente da Fifa) anunciou", contou Kaká.
"Tem uma foto que guardo com muito carinho e que a cada ano que passou ficou ainda mais especial. Eu estou recebendo o prêmio das mãos do Pelé, o maior jogador da história, com o Messi em segundo e o Cristiano Ronaldo em terceiro. É muito surreal porque nos dez anos seguintes eles venceram todos os prêmios".
A série só foi quebrada em 2018, quando Luka Modric, campeão da Champions com o Real Madrid e vice campeão da Copa do Mundo pela Croácia, foi o grande vencedor.
"Toda vez que eles ganhavam o pessoal lembrava que eu era o último antes deles".
Na cerimônia de 2007, Pelé cometeu uma gafe que entrou para a história. O "Rei do Futebol" inverteu a ordem dos premiados.
"Uma coisa engraçada é que entregaram o prêmio de segundo colocado para o Cristiano e o de terceiro para o Messi, mas era ao contrário. Em algum momento alguém chega ao Cristiano e fala: 'Não é seu, é do Messi' (risos). Eles fazem a troca (da taça) e ficou um clima não tão agradável assim (risos)".
Enquanto Messi deu um sorriso de "canto de boca" com a situação, o português ficou com cara de poucos amigos na foto oficial (veja na imagem acima).
Naquele ano, Kaká também venceu a Bola de Ouro da France Football. No entanto, os moldes da premiação da revista francesa eram diferentes.
"Uns 15 dias antes do prêmio eles me ligaram para fazer as fotos e dar uma entrevista para a revista antes do anúncio oficial. Eles falaram: 'Só não pode comentar nada com ninguém'. Eu respondi: 'Não tem problema' (risos). Vivi 15 dias de uma expectativa muito boa", afirmou.
"Receber esses prêmios é muito gratificante. O que me propus a fazer profissionalmente eu consegui com muita qualidade".
Nesta segunda-feira, Lionel Messi concorre ao seu oitavo troféu da Fifa de melhor do mundo contra Erling Haaland e Kylian Mbappé.
