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São Paulo 3 x 2 Milan: como foi vitória histórica de esquadrão de Telê Santana contra italianos em 1993

O dia 12 de dezembro de 1993 desperta algo diferente na pele do torcedor do São Paulo. Foi nesta data, há 30 anos, que o esquadrão de Telê Santana venceu, em Tóquio, no Japão, o qualificado Milan de Fabio Capello e levantou uma das taças mais desejadas do futebol pela segunda vez em sua história.

E é claro que o aniversário de três décadas desta conquista não poderia passar despercebido. Por isso que o São Paulo fará uma festa enorme no próximo sábado (16), no Morumbi, para comemorar os 30 anos de seu bicampeonato mundial - tudo com transmissão ao vivo pela ESPN no Star+ e no canal da ESPN no YouTube, a partir das 17h30 (de Brasília).

Em 1993, o São Paulo era considerado um dos maiores times do mundo; o Milan, idem. A final do Estádio Nacional do Japão colocou frente a frente Telê Santana e Fabio Capello. Era Brasil contra Itália. De um lado, Zetti, Cafu, Toninho Cerezo e Müller; do outro, Franco Baresi, Costacurta, Paolo Maldini e Daniele Massaro.

Campeão mundial no ano anterior, o Tricolor Paulista defendia o título e contava com a simpatia da torcida japonesa. E saiu na frente dos italianos. Aos 19 minutos, Cafu recebeu lançamento na medida de Toninho Cerezo e cruzou para Palhinha abrir o placar. Há quem lembre, de cara, da narração Luciano do Valle e se arrepie: "E o São Paulo marca o primeiro em Tóquio. Palhinha. 1 para o São Paulo, 0 para o Milan."

Mas os italianos também eram ótimos. O empate veio apenas no segundo tempo. E com muita colaboração da defesa tricolor: Marcel Desailly deu chutão para cima, Daniele Massaro apareceu sozinho dentro da área e deixou tudo igual com um chute que passou por entre as pernas de Zetti.

O São Paulo voltou a ficar na frente aos 59. Leonardo deixou Panucci comendo poeira pela esquerda da grande área, chegou ao fundo e cruzou com perfeição para Toninho Cerezo empurrar para dentro. Muita festa na capital japonesa. 2 a 1 tricolor.

Tudo parecia se encaminhar "tranquilamente" para o bicampeonato. Mas o Milan era valente. E deu um banho de água fria no time brasileiro a nove minutos do fim. Daniele Massaro deu de cabeça para trás, Jean-Pierre Papin se antecipou, superou Válber e fez 2 a 2 aos 81.

Só que o São Paulo tinha Müller. Mas não qualquer Müller. Um Müller no auge. E decisivo. Azar dos italianos, mas principalmente de Costacurta, que viu o atacante tricolor receber de Toninho Cerezo, dividir com o goleiro Sebastiano Rossi e ainda dar sorte no bate-rebate dentro da área. "Milagre não se explica, aceita", disse Müller anos depois.

Com o 3 a 2 histórico, o São Paulo de Telê Santana levou a melhor pela segunda vez consecutiva contra um gigante europeu e levantou a taça. Um título que é lembrado até hoje e que será celebrado neste sábado em um verdadeiro reencontro de gigantes no Morumbi.