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OPINIÃO: Lateral, seis segundos do goleiro e joia: para que as regras se não são cumpridas?

Há regras que existem no livro, mas a arbitragem deixar passar e não pune. Ou seja, não cumpre a regra.

No segundo gol do Uruguai contra o Brasil, a jogada se inicia em um arremesso lateral no qual há dúvida se foi cobrado corretamente ou não. Veja abaixo a regra do arremesso lateral:

“No momento de arremessar a bola, o arremessador deve: estar de pé e de frente para o campo de jogo; colocar parte de cada pé sobre a linha lateral ou no chão fora do campo de jogo; arremessar a bola com as duas mãos, passando-a por trás da cabeça e por cima dela, no ponto em que a bola saiu do campo de jogo.”

O jogador precisa ter ambos os pés tocando o chão, senão caracteriza infração. Raramente a gente vê uma reversão de arremesso lateral, mesmo quando claramente o pé do arremessador não toca o solo. Pisar na linha é permitido, desde que parte dos pés sigam foram do campo.

A regra dos 6 segundos do goleiro ainda existe. Por mais que não pareça. O texto da regra 12 diz o seguinte:

“Um tiro livre indireto será concedido se um goleiro cometer uma das seguintes infrações no interior da própria área penal: controlar a bola com a mão ou o braço por mais de seis segundos antes de repô-la em jogo.”

Nessa regra os árbitros recebem a orientação do “espírito do jogo". Ou seja, entender se o goleiro que passa dos seis segundos com a bola em mãos está procurando repor rapidamente ou ganhando tempo com aquela ação. Entretanto, raramente vemos uma marcação dessa infração, muitas vezes chego a contar o tempo durante um jogo e chegam a durar 20 segundos em alguns casos os goleiros segurando a bola.

Joias são proibidas, inclusive nem os árbitros podem usar. Às vezes, a própria arbitragem está de aliança.

Todas as regras têm um motivo, seja segurança no caso das joias, ou para não ganhar vantagem em um arremesso lateral, tirar o pé pode dar maior impulsão e distância. Se existem por um motivo é necessário cumpri-las. Ou então tira do livro de regras. Quem cuida das regras e dos árbitros precisa decidir. O que não pode: as regras existirem e não serem cumpridas.