O técnico da seleção do Paraguai, Guillermo Barros Schelotto, abriu o jogo sobre a possibilidade de utilizar dois jogadores brasileiros que possuem raízes paraguaias. Um deles é o atacante e lateral Pepê, do Porto, e o outro é o meia-atacante Maurício, do Internacional.
"Não tive contato com eles, recebemos informações sobre a possibilidade de serem paraguaios, mas não posso determinar que se tornem paraguaios. São eles que devem dar o passo adiante. Eles têm que mostrar que querem jogar aqui pela seleção", disse o treinador em uma entrevista coletiva.
Antigo atacante do Boca Juniors, Schelotto fez diversos elogios aos jogadores: "Eles jogam bem, jogam muito bem"
A mãe de Pepê é descendente de paraguaios. Destaque do Porto na última temporada, o ex-jogador do Grêmio esperava estar na primeira convocação da seleção brasileira feita por Ramon Menezes.
Apesar de ter nascido em São Paulo, Mauricio tem o pai, Carlos Alberto, com nacionalidade paraguaia. No meio do ano passado, o meia havia falado sobre a possibilidade de defender a seleção do país vizinho.
"Claro que houve interesse, tinha conversado quando o Medina estava aqui. Não conversei com a minha família, tenho que conversar com todo mundo. Não envolve só eu querer ou não, é uma decisão difícil. Eu sou brasileiro, também tenho meus sonhos. Tenho que pensar com carinho, não cheguei a pensar. Vou ver o que vai ser melhor para minha família", disse à época.
