O lateral-direito Daniel Alves teve o pedido de liberdade provisória negado e permanecerá na prisão enquanto a investigação sobre uma suposta agressão sexual continua. A decisão foi sacramentada nesta terça-feira (21) pela Justiça da Espanha.
A equipe jurídica do brasileiro apresentou um recurso no dia 30 de janeiro para que o ex-jogador do Barcelona fosse libertado da prisão preventiva depois de ser preso no dia 20 de janeiro.
No entanto, o juiz do caso considerou que Daniel Alves corre risco de fuga devido às suas condições financeiras e ao fato de ele ter nacionalidade brasileira - o Brasil não tem acordos de extradição com a Espanha.
O lateral de 39 anos é acusado de agredir sexualmente uma mulher em uma boate em Barcelona em 30 de dezembro.
A investigação foi iniciada em janeiro, mas somente depois que o juiz ouviu as declarações de Alves e da jovem em 20 de janeiro é que ele foi detido.
Para fundamentar a decisão, a juíza levou em consideração os resultados biológicos realizados na suposta vítima, as câmeras de vigilância da boate, bem como as declarações contraditórias do jogador.
Dani Alves, que negou qualquer irregularidade, voltou para a Espanha vindo do México, onde jogava pelo Pumas, embora tenha rescindido seu contrato com o clube.
A investigação continua e não há data marcada para um julgamento.
O experiente lateral, que também jogou por Sevilla, Juventus e Paris Saint-Germain na Europa, foi peça fundamental nos anos dourados do Barcelona, jogando na lateral direita do time com Lionel Messi entre 2008 e 2016.
Ele venceu a Champions League três vezes com o clube catalão, ao qual voltou brevemente na última temporada antes de jogar a Copa do Mundo com o Brasil no Qatar.
