O Ministério Público da Espanha se posicionou de forma contrária ao pedido de liberdade provisória a Daniel Alves. O brasileiro está preso desde o dia 20 de janeiro acusado de estupro.
Os promotores consideram que há risco de fuga do jogador e acreditam nos indícios de que ele realmente cometeu o crime contra uma mulher de 23 anos, entre os dias 30 e 31 de dezembro, em uma casa de festas chamada Sutton, localizada em Barcelona.
No dia 30 de janeiro, a equipe jurídica de Dani Alves apresentou recurso para que o jogador seja libertado da prisão preventiva enquanto a investigação continua.
Sua nova equipe jurídica, chefiada por Cristobal Martell, apresentou um documento de mais de 20 páginas afirmando que o jogador não apresenta risco de fuga, que é um dos argumentos da Justiça espanhola em sua decisão de manter o ex-jogador do Barcelona preso.
A juíza Maria Concepción Canton Martín, responsável pelo caso e que ordenou a prisão preventiva do brasileiro, considerou como risco potencial de fuga a situação financeira de Alves, que reside no exterior e possui nacionalidade brasileira e espanhola.
O Brasil não tem acordos de extradição com a Espanha, o que poderia aumentar o risco de fuga da Justiça espanhola e se refugiar em solo brasileiro.
O posicionamento do Ministério Público da Espanha junto à juíza foi divulgado pelo jornal "La Vanguardia" e por outros veículos da imprensa espanhola nesta segunda-feira (6).
Agora, caberá à terceira seção do Juizado de Barcelona a decisão sobre o recurso movido pelo advogado do jogador. De acordo com informações do ''La Vanguardia", essa decisão é tratada como ''prioridade'' e não deve demorar mais do que um mês, uma vez que Dani Alves está preso no momento.
De acordo com o recurso, Alves está disposto a aceitar menos medidas de precaução, incluindo o uso de uma pulseira de rastreamento se o tribunal concordar com sua liberdade provisória.
No entanto, para o Ministério Público da Espanha ainda assim há risco do jogador fugir para o Brasil.
O caso
Daniel Alves está preso acusado de agressão sexual. O crime teria acontecido entre os dias 30 e 31 de dezembro em uma casa de festas chamada Sutton, localizada em Barcelona.
O jogador, que esteve na Espanha para passar o Natal antes de embarcar para o México para voltar aos treinamentos do Pumas, foi denunciado por uma mulher que alegou que ele tivesse cometido o crime.
Segundo a emissora catalã Antena3, que teve acesso ao circuito interno de imagens da casa noturna, há um vídeo que mostra que o jogador e a suposta vítima ficaram por algum tempo no banheiro, que era unissex.
As imagens mostram Daniel Alves deixando o banheiro primeiro. Em seguida, a jovem sai com uma certa crise de ansiedade. A mulher foi atendida por uma agente do Mossos d’Esquadra, que iniciou o protocolo para casos de agressão sexual.
Daniel Alves prestou depoimento no último dia 5 de janeiro em um tribunal de Barcelona e negou a acusação.
Ex-jogador do Pumas (MEX), que rescindiu o seu contrato, Daniel concedeu entrevista em janeiro à emissora espanhola Antena 3 na semana passada que estava no clube com outras pessoas, mas negou tal comportamento.
“Estava dançando e me divertindo sem invadir o espaço de ninguém”, disse. “Não sei quem é essa senhora... Como pude fazer isso com uma mulher? Não”, disse o brasileiro.
