Empresário detalha bastidores de ida de Neymar ao Barcelona em julgamento: 'O Real Madrid ia pagar 170 milhões de euros'

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André Cury disse em depoimento no ‘Caso Neymar’ que clube de Madrid estava disposto a pagar até 170 milhões de euros para contar com o atacante


Algumas horas de Florentino Perez, presidente do Real Madrid, depor no ‘Caso Neymar’, o empresário André Cury falou e deu informações de bastidores da situação. De acordo com Cury, o time de Madrid esteve disposto a pagar até 170 milhões de euros (880 mihões de reais pela cotação atual) pelo brasileiro.

"Ele ia passar na revisão médica com o Real Madrid, mas o acordo acabou por fracassar. O Real Madrid estava disposto a pagar 170 milhões de euros pelo jogador".

"Tínhamos chegado a um acordo com o Santos para contratar Neymar, mas alguns dias depois ele desistiu porque o Real interveio. Eles nos pediram mais cinco milhões e Rosell disse que não estava pagando"

Um pouco mais cedo, Florentino Perez disse que a única proposta do Real Madrid por Neymar foi de 45 milhões de euros feita diretamente ao Santos.

"Estivemos interessados, creio que há 10 anos, foi o que a direção desportiva do Real Madrid me disse, que é quem trata das contratações. Não sei qual era a cláusula, mas em 2011 fizemos uma oferta ao Santos, acho que foram 45 milhões de euros. É a única oferta que conheço nos livros do Real Madrid. Não conheço o Neymar, nunca falei com ele a nível pessoal", começou por afirmar Florentino, antes de dizer que Neymar queria ir para o Barça.

O caso

Em 2013, a venda de Neymar ao Barcelona foi anunicada por 17,1 milhões de euros. A DIS possuía 40% dos direitos econômicos do craque e recebeu 6,84 milhões de euros.

Mais tarde, o clube catalão revelou que a negociação foi de 57 milhões de euros. A diferença de quase 40 milhões de euros foi paga à N&N, empresa de Neymar e Nadine, pais do jogador.

A partir daí, uma investigação começou e foi descoberto que o negócio foi ainda mais lucrativo: 86,2 milhões de euros.

A DIS apresentou uma queixa pedindo sanções a Neymar, seus pais e empresários, e aos antigos presidentes do Barcelona, Sandro Rosell e Josep Maria Bartomeu, alegando crime de corrupção.