Conheça a trajetória do zagueiro Jorge Fellipe, que atualmente joga na Tailândia
Jorge Fellipe rodou por vários países do mundo atrás de bola e já viveu de tudo um pouco. Aos 33 anos, o zagueiro viu jogadores conhecidos surgirem como Roberto Firmino e Paulo Henrique Ganso, passou por um drama na Europa e trabalhou em profissões fora do futebol.
“Cheguei a vender roupas na feira e salgados durante a semana para tirar um pouco do peso dos meus pais. O começo não foi fácil”, disse ao ESPN.com.br.
Após jogar em escolinhas e passar por alguns clubes menores, como o Artsul-RJ, ele chegou ao time sub-20 do Santos, em 2006.
“Joguei com vários garotos que depois viraram profissional como o Ganso. Lembro que ele chegou de Belém e bem calado. Se relacionava pouco no começo, mas depois foi se soltando e ficando mais à vontade e ficou mais comunicativo. Era um atleta diferenciado na qualidade. Ele tinha algo especial e foi provado ao longo dos anos. Infelizmente teve algumas lesões, que o atrapalharam no futebol”, lamentou.
No final do ano, porém, Jorge acabou dispensado da base do Santos e foi logo em seguida ao São Bernardo FC.
“Subi ao profissional, mas queriam me emprestar para jogar a quarta divisão do Paulista e não quis ir. Foi um erro do meu ponto de vista porque poderia jogar e amadurecer. Rescindi meu contrato e fui jogar o sub-20 pelo Vilhavelhense-ES”, disse.
Pouco tempo depois, ele mudou-se para o Volyn, da Ucrânia.
“Eu me machuquei em um treino com neve que virou uma infecção que tomou a minha perna até o joelho. Eu não conseguia mais ficar de pé porque sentia muitas dores, tinha vontade de chorar. Fiquei de cama e fui ajudado pelos brasileiros. Nós não entendíamos nada do idioma. As pessoas do clube não acreditavam em mim. Voltei em caráter emergencial até em casa de cadeira de rodas até ao hospital”.
“Comecei a tomar injeções e me curei. Foi um baque porque era um contrato muito bom de três anos naquela época e tive que começar do zero. Pensei em parar de jogar e por incentivo do meu pai veio uma chance no Jabaquara, de Santos. Eu não queria ir porque ia ganhar R$ 250 de ajuda de custo por mês. Pensei em estudar, mas me pai falou tentar uma última vez. Eu passei, mas minha documentação não saía”.
Pouco depois, o zagueiro foi chamado por um amigo para fazer testes no Juventude e foi aprovado.
“Fui promovido aos profissionais e fui jogar a Série B do Brasileiro. O time caiu, mas fui por seis meses para o Figueirense, mas não joguei por uma lesão. O Firmino se destacou muito nesse time que subiu para a Série A. Passei depois por Náutico, Paysandu e Duque de Caxias e Nova Iguaçu”.
Depois disso, ele ficou desempregado por sete meses antes de ir para o Madureira, no qual se destacou no Carioca.
“Tive muitas ofertas como Flamengo, Cruzeiro, Palmeiras e Botafogo. Fui para o Athletico-PR por cinco meses e pouco joguei. Pedi para voltar ao Madureira para jogar o Carioca. Fomos semifinalistas e empatamos com o Fluminense, mas não conseguimos ir para a final com o Flamengo”.
Depois disso, Jorge transferiu-se ao CSA e foi campeão da Série C. Ele ainda rodou por clubes de Portugal, Arábia Saudita e Singapura até chegar ao Nongbua Pitchaya, da Tailândia.
