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Benedetto diz que até filho caçula o perguntou sobre pênaltis perdidos contra o Corinthians: 'Pior noite'

Atacante do Boca Juniors concedeu entrevista exclusiva à ESPN e lembrou a eliminação do clube para o Corinthians, nas oitavas de final da Libertadores


Darío Benedetto concedeu entrevista exclusiva à ESPN Argentina na quarta-feira (13) e, entre vários assuntos, relembrou a eliminação do Boca Juniors para o Corinthians, em 5 de julho, nas oitavas de final da Conmebol Libertadores.

O atacante foi apontado como um dos vilões pela desclassificação do Boca, uma vez que perdeu dois pênaltis na Bombonera: um no tempo normal e outro na decisão (veja os lances no vídeo acima). Benedetto diz não conseguir esquecer o que se passou naquela noite.

"Não pude dormir depois do Corinthians. Tive duas chances, não fiz e me dói muito. Sempre bato os pênaltis da mesma maneira. Foi minha pior noite. Saímos da Libertadores e eu errei dois pênaltis, não podia ser pior", disse o camisa 9, que não conseguiu explicar os erros nem para o filho.

"Me apoio muito na minha esposa e nos meus dois filhos. Meu caçula me perguntou outro dia porque errei os pênaltis. O que eu ia dizer a ele?", afirmou Benedetto.

Para o artilheiro do Boca, a eliminação dos argentinos foi injusta pelo que as duas equipes produziram em campo. Benedetto acredita que, se tivesse convertido o pênalti no tempo normal, a história do jogo seria muito diferente e favorável ao time da casa.

"A história da partida teria sido outra se eu convertesse o pênalti no tempo normal. Merecemos ganhar, Corinthians se defendeu e não conseguimos. Deixamos tudo em campo e deveríamos ter passado de fase", lamentou o atacante.

"O primeiro pênalti me deixou amargurado. Sou atacante e sido tentando, por isso que pedi para bater de novo na disputa. Fiquei bravo comigo mesmo e me senti culpado, por isso chorei. Sinto como jogador e também torcedor do Boca".

Por fim, Benedetto também opinou sobre as diferenças econômicas entre os argentinos e as grandes potências do Brasil atualmente. Mas lembrou que, apesar da distância, ainda é possível fazer duelos equilibrados em campo.

"O poderio econômico de Palmeiras, Flamengo e Atlético-MG é forte. Mas isso não foi notado no campo quando jogamos contra o Atlético no ano passado. Não é o mesmo enfrentar outras equipes e o Boca, com toda sua história. Aqui temos um bom elenco, com jogadores de seleção".