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Dorival diz que não consegue explicar por que Flamengo jogou tão mal contra o Atlético-MG e afirma que não desistirá de Vitinho

Treinador do Flamengo concedeu entrevista coletiva após a derrota por 2 a 0 para o Atlético-MG, neste domingo (19)


Após a derrota por 2 a 0 para o Atlético-MG, neste domingo (19), pelo Campeonato Brasileiro, o técnico do Flamengo, Dorival Jr., disse não ter explicações para a péssima atuação do Rubro-Negro no Mineirão.

Em coletiva após a partida, o treinador confirmou que esperava outra postura de sua equipe após o triunfo sobre o Cuiabá, no meio de semana, mas isso não se refletiu em campo.

"Às vezes, as explicações não têm fundamento, porque a tendência, por aquilo que foi realizado no jogo anterior, era que hoje houvesse crescimento da equipe. Naturalmente, o que se esperava para o momento como esse, ainda mais por ser um clássico como o de hoje, nós realmente tivéssemos uma atuação superior ao que aconteceu no meio de semana", afirmou.

O comandante também ressaltou que, apesar de já ter disputado três jogos pelo Fla e perdido dois, ele realizou pouquíssimas sessões de treino.

"Temos que trabalhar para atingir o que desejamos. Não tem outro caminho. Desde a minha chegada aqui, já é o 3º jogo, mas só fizemos cinco sessões de treinamentos. Não que justifique (a atuação ruim deste domingo), mas é natural que demora um tempo para que tudo o que mudamos fixe na cabeça de cada um dos atletas", observou.

Questionado sobre os motivos de ter escolhido Vitinho como substituto de Bruno Henrique neste domingo, Dorival explicou e saiu em defesa do atleta.

Apesar do meia-atacante vir sendo frequentemente criticado pela torcida, o comandante assegurou que não desistirá de recuperar o jogador.

"As pessoas não acreditam que um jogador pode se recuperar, mas o treinador não pode desistir de um atleta nunca, jamais", bradou.

"Não acho que o Vitinho fez uma partida em que ele errou tudo (contra o Cuiabá). Fez ótimos passes, jogadas de infiltração. É um profissional do Flamengo, e será sempre respeitado", seguiu.

"Às vezes, o que falta para o atleta é conseguir um pouco de confiança para atingir melhor condição. Cabe ao treinador acreditar que isso pode acontecer. Pode demorar três, quatro, cinco rodadas, mas é um atleta que não podemos achar que termos perdidos, que o deixaremos pelo meio do caminho", analisou.

"Eu confio muito nele. Teve um momento dele entre os melhores na ocasião em 2018, e por que ele não pode atuar como aconteceu naquela época? É questão de tempo, de darmos um timing para o próprio atleta", finalizou.