Treinador afirmou que não deseja trabalhar no futebol brasileiro após a Copa do Mundo no Qatar
Em reta final de sua trajetória como comandante da seleção brasileira, o técnico Tite revelou em entrevista ao jornal The Guardian publicada neste domingo (19) que recebeu propostas para assumir o Real Madrid e o PSG antes da Copa do Mundo da Rússia, em 2018.
Na época, ele, que estava no cargo há dois anos, contou que ainda foi procurado pelo Sporting, de Portugal, mas que não pensou duas vezes em negar todos os convites.
''Na Copa do Mundo [de 2018], eles [Real Madrid] disseram que queriam conversar comigo e eu disse não, que não iria falar, que não era nem para chegar perto. Quero estar em paz comigo mesmo e com meu trabalho. Estou dando meu melhor. Quando você faz algo paralelamente a isso, não se dedica por inteiro a seu trabalho. E não posso fazer isso. Recebi ofertas de Real Madrid, PSG e Sporting, mas não queria isso. Eu quero ganhar a Copa do Mundo. Depois do Mundial, eu decido meu futuro'', disse ao veículo inglês.
E seguiu: ''Sim, Real Madrid e Sporting. O que gosto é que, quando um clube europeu tem interesse em um profissional, eles explicam o que precisam. Isso é muito legal. Teve outro clube que quis conversar comigo e eu disse não: o PSG [depois da saída de Unai Emery, em maio de 2018]. Eles queriam conversar, e eu disse que não falaria. Não quero e não vou. Não quero abrir essa ou nenhuma outra possibilidade. Quero ficar focado no meu trabalho. Depois [da Copa], é outra história'', concluiu o gaúcho de Caxias do Sul de 61 anos.
Prestes a completar seis anos na seleção, Tite ainda não sabe qual será o seu futuro após a disputa da Copa do Mundo no Qatar, que começa em novembro. No entanto, o treinador já deixou claro que, ao menos a princípio, não tem interesse em trabalhar no futebol brasileiro em 2023.
''Sem dúvida, se ganha a Copa do Mundo, você tem um mercado aberto, pode escolher. Não vou mentir: minha ideia definitivamente não é trabalhar no Brasil. Quero ficar um ano com a minha família, tirar um ano sabático, estudar e não ter nenhuma responsabilidade, porque a responsabilidade [de dirigir a seleção] é muito grande. Se algo surgir de fora, vai acontecer. Agora, eu tenho a responsabilidade e o prazer de estar como treinador da seleção. Não vou nem conversar com ninguém'', disse.
Desde que assumiu a seleção, Tite esteve à beira do campo em 74 jogos, entre amistosos, partidas das eliminatórias para a Copa do Mundo, Mundial de 2018 e Copa América, na qual foi campeão em 2019. Ao todo, foram 55 vitórias, 13 empates e apenas 5 derrotas.
