A final da Liga dos Campeões já teve muitos 'heróis improváveis' ao longo da sua história; veja 5 deles no século XXI
No próximo sábado (28), no Stade de France, em Paris, Liverpool e Real Madrid decidem pela terceira vez na história uma final de Champions League e tentam 'desempatar' o confronto, que por enquanto tem uma vitória para cada lado. E se tratando da decisão de uma das maiores competições do futebol mundial, tudo pode acontecer, e isso também inclui a possibilidade de um 'herói improvável' decidir o jogo.
Desde a virada do século XXI, foram alguns os jogadores que decidiram o título da competição europeia, mas que não era 'esperado' que eles poderiam ser 'heróis' em uma final. Abaixo, o ESPN.com.br lista 5 destes jogadores, e com representantes dos finalistas Liverpool e Real. Veja:
Jerzy Dudek (2004/05)
O goleiro polonês foi o grande nome da decisão entre Liverpool e Milan em Istambul, na Turquia. Depois de os italianos abrirem vantagem por 3 a 0 ainda no primeiro tempo, os Reds foram buscar na etapa final e levaram a partida para a prorrogação. No tempo extra, Dudek operou um milagre no fim, defendendo duas finalizações à queima-roupa do atacante Andriy Shevchenko, e a definição foi para os pênaltis.
Na marca da cal, Dudek pegou as cobranças de Pirlo e Shevchenko, o Liverpool venceu a disputa por 3 a 2 e levantou a taça de campeão. E em um time que tinha nomes como o de Steven Gerrard, o polonês se consagrou como um 'herói improvável'.
Belletti (2005/06)
Também no Stade de France, a decisão entre Barcelona e Arsenal consagrou o lateral brasileiro. Depois de Sol Campbell abrir o placar para os ingleses, no fim do primeiro tempo, o Barça iniciou a sua reação na etapa final, com Samuel Eto'o, que deixou tudo igual, e no fim Belletti, que estava no banco e só entrou aos 26 minutos do segundo tempo, só precisou de 10 minutos para estufar as redes e marcar o gol da virada.
Àquela época, o Barcelona tinha um dos times mais estrelados da Europa, com Ronaldinho, Deco, Eto'o, entre outros nomes, e coube ao brasileiro ser o herói. O gol, inclusive, foi o único do lateral naquela temporada, e também o mais importante da carreira.
Sergio Ramos (2013/14 e 2015/16)
Atualmente no Paris Saint-Germain, o zagueiro espanhol foi heróis mais de uma vez em finais da Liga dos Campeões quando ainda vestia a camisa do Real Madrid. Em ambas as vezes, em decisões contra o Atlético de Madrid e de maneiras semelhantes.
Na final da temporada 2013/14, em Lisboa, Portugal, o Atlético vencia o Real até os acréscimos do segundo tempo, quando Ramos fez o gol de empate e levou a partida para o tempo extra. Na prorrogação, Cristiano Ronaldo, Bale e Marcelo marcaram, e os espanhóis venceram por 4 a 1.
Dois anos se passaram, e os dois rivais voltaram a se enfrentar uma decisão, desta vez em Milão, na Itália. No tempo normal, Ramos abriu o placar, o Atleti empatou no fim com Carrasco, e o jogo foi para os pênaltis. Na disputa, o zagueiro converteu a sua cobrança, e o Real Madrid venceu por 5 a 3.
Nas duas ocasiões, o Real ainda tinha Cristiano Ronaldo, além de Benzema, Modric e Kroos e o fato de Sergio Ramos ter sido herói, por si só chamou atenção.
Gareth Bale (2017/18)
Em Kiev, na Ucrânia, o atacante galês, que foi contratado pela 'bagatela' de 100 milhões de euros (R$ 315,5 milhões na época) em 2013 e naquele momento era 'reserva de luxo', foi o grande herói do Real Madrid contra o Liverpool. Bale saiu do banco aos 15 minutos do segundo tempo, quando a partida estava empatada em 1 a 1, e quatro minutos depois anotou o primeiro dos dois gols que marcou na final, levando sua equipe à vitória por 3 a 1.
Por estar em baixa na época e ser reserva do técnico Zinedine Zidane, Bale pode ser considerado um 'herói improvável', já que o Real Madrid ainda tinha todos os seus principais craques daquela geração, incluindo mais uma vez CR7.
Kingsley Coman (2019/20)
Na final disputada no Estádio da Luz, em Lisboa, o atacante francês foi o herói do Bayern de Munique contra o PSG e anotou o único gol dos alemães, na vitória por 1 a 0. O gol saiu aos 14 minutos do segundo tempo, em um Bayern que tinha Lewandowski, Müller, Thiago Alcântara, entre outros astros do time na época.
