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Tardelli revela bastidores e detalha como Ronaldinho 'soltou' elenco do Atlético-MG em jogos decisivos da Libertadores: 'No dia seguinte a gente passava por cima de todo mundo'

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Tardelli revela como Ronaldinho Gaúcho uniu elenco campeão da Libertadores com pôquer: 'A gente ficava até duas, três, quatro da manhã' (1:47)

Jogador também relembra resenhas com o craque (1:47)

Em entrevista ao ESPN.com.br, atacante relembrou momentos marcantes dos bastidores da conquista da Libertadores pelo Atlético-MG em 2013


Em busca do bicampeonato da Conmebol Libertadores e com classificação sacramentada para o mata-mata, o Atlético-MG volta a campo nesta quarta-feira (25) para encarar o Tolima, no Mineirão, pela última rodada da fase de grupos. A partida terá transmissão ao vivo pela ESPN no Star+.

Em entrevista ao ESPN.com.br, Diego Tardelli, presente no elenco campeão em 2013, contou com detalhes os bastidores daquele grupo que encantava a América do Sul quando entrava em campo no Horto. E um dos diferenciais era a união do elenco fora dos gramados, que passou muito por Ronaldinho Gaúcho e as noites de pôquer.

“Na verdade, acho que a maioria dos jogadores tinha um pouco de vergonha de conversar com o Ronaldinho Gaúcho. Inclusive, eu. Eu queria ficar do lado dele, ouvindo as resenhas, histórias que ele contava antes do almoço, depois da janta. A gente ficava a noite toda jogando pôquer, ouvindo. A gente foi se soltando mais durante esses jogos na concentração. A gente ficava até duas, três, quatro da manhã jogando para jogar a Libertadores no dia seguinte. Para você ver o nível da nossa amizade, confiança, a gente chegava no dia seguinte e passava por cima de todo mundo. Sempre muito bacana. Ronaldinho é ídolo e foi uma honra”, começou por afirmar, antes de revelar, em tom de brincadeira, quem mais se dava bem ao final da noite.

“Quem ganhava mais era ele (R10), porque ele era muito viciado. Ele jogava com a gente e já tinha um computador, um tablet no online também. E sempre dava ele. Dinheiro chama dinheiro (risos).”

“Rolava aposta entre a gente, R$ 100, R$ 200 a mesa. No final, todo mundo ganhava. Mas Ronaldinho ganhava mais. Ele, . Mais legal era a resenha”, finalizou.

Retorno ao Atlético-MG em 2013

A chegada de Tardelli para fazer parte do elenco que viria ser campeão da Libertadores em 2013 foi chamada de 'cereja do bolo' pelo então presidente Alexandre Kalil. No entanto, não foi fácil tirar o atacante do Al-Gharafa.

E a vinda para o futebol brasileiro novamente para vestir a camisa do Galo partiu muito de Tardelli. Ao ESPN.com.br, o experiente atacante revelou que o clube do Qatar fez jogo duro para liberá-lo.

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1:15

Tardelli diz que 'abriu mão de tudo' no Qatar para voltar ao Atlético-MG em 2013 e revela como conquistou liberação: 'Fiz de tudo para estar naquele grupo'

Jogador relembra carinho da torcida quando chegou no clube

Eu tinha contrato de três, quatro anos no Al-Gharafa, que não queria me liberar. Mas eu queria muito fazer parte daquele elenco do Atlético. A torcida sempre mandava mensagem, falando que eu era a cereja do bolo que faltava naquele time. Para mim, era um sonho, também, estar jogando ao lado do Ronaldinho Gaúcho. Então, abri mão de tudo que eu tinha no Qatar para fazer parte daquele momento e ter esse título que era tão importante e desejado pela torcida, a Libertadores. Foi o cenário perfeito para a minha volta, por tudo que eu já representava para a torcida. E eu sabia que, se a gente fosse campeão naquele ano, eu ia entrar para a história como um dos maiores ídolos do clube. Então, fiz de tudo para estar naquele grupo. Graças a Deus, deu certo”, começou por afirmar.

Sobre a proposta do Atlético-MG, Tardelli destacou que nem precisou passar muito tempo analisando. Em uma rápida conversa com Alexandre Kalil, deixou claro o desejo de voltar e as coisas se desenrolaram para o retorno ao Alvinegro. Em sua chegada, foi recebido por ninguém mais, ninguém menos que Ronaldinho Gaúcho.

Acho que nem lembro de ter recebido a proposta. Lembro que tive uma conversa muito rápida com o Kalil, pelo telefone, acho que eu liguei e disse: ‘Quero voltar, estar nesse grupo do Atlético’. E foi o melhor cenário possível, ser recebido pelo Ronaldinho, o ambiente muito leve. Talvez, um dos melhores grupos que participei, o time jogava só de olhar, torcida jogando junto no Horto”, finalizou.