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'Não dava para pegar ele': Cafu lembra previsão no vestiário e como Pato assombrava até lendas italianas nos treinos no Milan

Um dos grandes laterais da história do futebol mundial, Cafu revelou previsão feita com Alexandre Pato em sua chegada ao Milan


Uma das grandes promessas que surgiram no futebol brasileiro nas últimas décadas foi Alexandre Pato. Seu potencial, porém, nunca foi atingido como esperado por muitos, incluindo companheiros de time.

Em entrevista ao podcast do ex-atacante Denílson, Cafu revelou que o brasileiro fazia até mesmo lendas do Milan ‘sofrerem’ em sua chegada e que achava que ele seria um dos maiores atacantes da história do futebol brasileiro.

“O Pato, quando chegou no Milan, tinha o Kaladze, que batia nele no lado esquerdo, o Maldini, que batia no central, e eu, que batia no lado direito. E o Nesta, quando passava, ainda dava uma rasteira nele. Teve um dia que ficou eu, Maldini e Nesta. Eu até falei para o Kaladze: ‘Está pegando muito forte, vai mais devagar, porque vai machucar o menino. E se machucar, eu vou para cima de você”, disse.

“E eu falava para o Pato: ‘Pega e vai para cima do Kaladze, que se ele der em você, eu vou em cima dele. Pode ir sem medo, sem dó. Deixa que eu me viro com ele’. Aí, treinamento, um contra um, ninguém queria ir no Pato. A gente falava: ‘Não dá para pegar ele”, acrescentou.

“Quando o Pato chegou, depois de dois meses, eu falei para o Serginho que um dos melhores atacantes do futebol brasileiro de todos os tempos estava na nossa frente, Alexandre Pato. Ele cortava para a direita, para a esquerda, batia com as duas, batia falta, fazia gol de cabeça, tinha uma força na mudança de direção, que a gente não sabia como pegar ele. E a gente ficava no treinamento olhando”, completou.

O ex-lateral, porém, ainda lamentou o fato de as lesões terem atrapalhado a carreira de Pato, relembrando conversas que teve após sua saída com Serginho, perguntando sobre sua situação.

“Eu vi, eu treinei com ele, eu batia nele. Terminou meu contrato, vim embora, ligava para lá e perguntava do nosso menino: ‘Machucado, teve um probleminha, mas nada de grave’. Ligava de novo: ‘Machucado’. Jogava um jogo, ficava dois fora. Perguntava para o Serginho: ‘Não joga, não consegue ter sequência’. Não conseguia jogar três jogos seguidos”, afirmou.

“Não descobriram (o problema). Foi para São Paulo, Corinthians, não tinha sequência. Era muscular. E ficou forte. Chegou lá, ficou encorpado. Eu chegava, ele tava na musculação, acabava o treinamento, ia para a musculação. Eu vi no Pato um potencial de centroavante que há muito tempo não via. E eu joguei com Ronaldo, com Romário, com Bebeto, com Careca, com Edmundo, Shevchenko, Inzaghi, Batistuta”, finalizou.