Ex-Corinthians, Carlão falou em entrevista exclusiva ao ESPN.com.br e falou sobre a relação que teve com o ex-jogador argentino no time de 2006 do clube paulista
Acostumado a enfrentar o Boca Juniors, adversário desta terça-feira (26) em duelo pela Libertadores, que terá transmissão pela ESPN no Star+ às 21h30, com a camisa do River Plate, Javier Mascherano vestiu a camisa do Corinthians entre 2005 e 2006. No Parque São Jorge, ficou com a fama de não se entrosar com os brasileiros. No entanto, para um ex-jogador do Timão, não era bem assim.
Em entrevista ao ESPN.com.br, Carlão, revelado pelo Corinthians em 2006, revelou um lado nem tão conhecido do ex-jogador argentino. O zagueiro, atualmente na Ferroviária, dividiu concentração com Mascherano, ficando mais próximo do volante e chegando a recusar chimarrão do craque.
“Eu lembro que ele tomava algo como chimarrão e, em toda concentração, ele falava: ‘Toma, Carlão, é gostoso’. E eu relutei até o final (risos)", brincou o zagueiro, antes de destacar que o mais importante era a entrega em campo.
"Na época, o Tevez, realmente, não se comunicava muito com os outros. Ele tinha o Betão, que era muito próximo, mas não se comunicava muito com os outros. O Mascherano já era mais comunicativo. Até cheguei a fazer algumas concentrações com eles. Mas, por mais que seja uma língua próxima à nossa, o jogador se retrai por não estar no seu país. É algo natural. Mas, por mais que não se comunicasse, ele fazia muito bem em campo.”
Sobre aquele estrelado elenco que o Corinthians teve entre 2005 e 2006, Carlão revelou que alguns entreveros no vestiário aconteciam. No entanto, não era por vaidade, mas e sim pela pressão que sempre existiu no clube paulista pelas vitórias.
“Quando se tem jogadores, muitas estrelas juntas, ou o ambiente é maravilhoso, ou não. Acho difícil ter um meio-termo. No futebol, ninguém é obrigado a ter amizade com ninguém. Lógico que um ambiente bom agrega muito. Mas faz parte, você chega para fazer um trabalho, não precisa estar conversando com ninguém, mas precisa fazer seu trabalho", começou por afirmar.
“É normal, às vezes, por um resultado adverso, que haja discussão, algo normal. Quem cresce no Corinthians, tem muito isso. Aquela pressão de ganhar sempre, sempre, sempre. Aí, em um intervalo, há um resultado que não condiz com a camisa e há discussão. Vim calejado da base, sabendo que era algo super normal um cobrar o outro. Fazia parte. Para mim, era só mais um”, completou.
