Em entrevista, Daniel Alves falou sobre os bastidores de seu retorno ao Barcelona
Daniel Alves retornou ao Barcelona no meio desta temporada depois de mais de seus anos longe do clube. Em entrevista exclusiva ao programa "Diários de Bicicleta", do jornalista da ESPN Martin Ainstein, o lateral contou bastidores de seu retorno.
“Estou lutando, lutando muito para poder voltar a esta cidade, a este clube. Tenho uma conexão muito grande com Joan, o presi. Quando ele assumiu, eu lhe disse: ‘Presi, acho que vocês precisam de mim. E se vocês precisam de mim, eu volto’. Ele disse: ‘Vamos ver, preciso falar com o treinador’. E eu disse: ‘Então fale!’. E dizia, mandando mensagens: ‘Eu preciso. Vocês precisam e eu preciso”, apontou.
“Saí daqui, mas sempre continuei vendo o Barcelona. E via que faltava espírito, que é o que eu mais tenho! A vontade de competir, não aceitar a derrota. Tem que competir, não só trabalhar”, completou.
O lateral ainda se declarou ao futebol e declarou que voltar ao Barcelona fez com que esse se tornasse o ano mais importante de sua vida.
“O futebol para mim é a vida, a solução da minha vida. Eu não posso pensar que o futebol é um jogo. Não pode deixar de desfrutar. É o ano que mais estou me desafiando. É o desafio de voltar ao Barça, de dar um nível maior ao Barça. É o ano mais importante da minha vida”, disse.
A surpresa com Pedri
Ao voltar, Daniel Alves encontrou um clube muito diferente do que quando saiu, em 2016. Incluindo no elenco, com novas jovens estrelas. Mas uma em particular surpreendeu ao lateral: Pedri.
“Pedri (quem surpreendeu dos jogadores que o Barça tem hoje). O que ele pensa... é mais rápido! (Lembra) o mister! Consegue ver coisas que outros não veem e consegue executar coisas que outros não conseguem”, disse.
Daniel Alves ainda voltou a falar sobre sua relação com Xavi, seu treinador e ex-companheiro. “(Xavi) Sempre o vi da mesma forma que o vejo agora: alguém que sabe muito, muito, muito de futebol e alguém que já nos transmitia isso quando jogava. Sim (vejo coisas de Pep nele), muitas! O valor do futebol, do DNA, de querer a bola, de não errar passes”, finalizou.
