Patrocinadora máster do Chelsea, companhia telefônica Three anunciou suspensão do contrato
O Chelsea passará a jogar sem logo de patrocinador máster do uniforme após a companhia telefônica Three anunciar, nesta quinta-feira (10), que suspendeu o contrato de patrocínio de 40 milhões de libras (R$ 263 milhões) por temporada com o clube. A decisão tem efeito imediato.
A comunicação da empresa ocorre no mesmo dia em que o dono dos Blues, Roman Abramovich, foi sancionado pelo Governo do Reino Unido por seus supostos laços com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em meio à operação militar iniciada pelos russos na Ucrânia, no final de fevereiro.
A Three tem contrato com o Chelsea até 2023/23, mas já pediu à equipe que remova sua tradicional logomarca (um número 3 estilizado) do uniforme de jogo, do estádio Stamford Bridge e do CT de Cobham.
"Após o anúncio das sanções por parte do Governo, nós pedimos ao Chelsea FC que suspenda temporariamente nosso patrocínio ao clube, incluindo a remoção de nossa marca dos uniformes e do entorno do estádio por tempo indeterminado", disse a companhia.
"Nós reconhecemos que essa decisão irá impactar muitos torcedores do Chelsea, que acompanham o time de forma apaixonada. No entanto, sentimos que, devido às circunstâncias, e com as sanções impostas pelo Governo, essa é a decisão correta", seguiu.
"Como uma companhia telefônica, a melhor maneira que podemos apoiar a população da Ucrânia é assegurando que os refugiados que estão chegando ao Reino Unido fugindo dos confrontos possam estar conectados com seus entes queridos. Dessa forma, estamos oferecendo pacotes de conexão para todos os ucranianos no Reino Unido e também na Ucrânia", completou.
Com isso, o Chelsea já deveria jogar contra o Norwich City, nesta quinta-feira (10), pela Premier League, com transmissão ao vivo pela ESPN no Star+, sem o logo da Three na camisa.
Segundo apurou a ESPN, é esperado que outros patrocinadores também decidam revisar seus contratos com os Blues. De acordo com o último balanço do time, os vínculos aportam 153,6 milhões de libras (R$ 1,009 bilhão) anualmente ao time.
A montadora Hyundai, que paga cerca de 10 milhões de libras (R$ 65,75 milhões) anuais ao time de Londres, disse em comunicado que "está analisando a situação" com a equipe inglesa.
Já a startup Zapp também está avaliando se seguirá patrocinando o Chelsea após a punição do Governo britânico a Abramovich.
De acordo com a determinação desta quinta, os Blues poderão seguir jogando a Premier League e pagando o salário de atletas e funcionários. No entanto, a agremiação não pode tomar qualquer medida que traga lucro ao dono russo.
Com isso, estão proibidas a venda de ingressos (apenas donos de season tickets poderão continuar indo aos jogos), negociação de atletas, renovação de contratos e a própria venda do clube. Além disso, o clube terá que ficar dentro de um limite de gastos quando viajar para jogos fora de casa.
