Chelsea pode perder trio de estrelas de graça se não conseguir reverter caso Abramovich; veja quem sairia

As sanções impostas a Roman Abramovich, dono do Chelsea, podem travar as conversas para renovações de contratos com Andreas Christensen, Antonio Rüdiger e César Azpilicueta


A boa fase do Chelsea dentro de campo contrasta com os problemas atravessados por seu dono, Roman Abramovich, fora dos gramados. O empresário russo teve seus bens congelados nesta quinta-feira (10) por determinação do governo do Reino Unido. E isso pode refletir nos planos do técnico Thomas Tuchel.

O bilionário foi listado em um grupo alvo de punições por supostas ligações com Vladmir Putin, presidente da Rússia. As sanções impostas tratam sobre 'bens congelados, proibição de transações com indivíduos e empresas do Reino Unido, proibição de viagens e sanções de transportes'.

Com isso, Abramovich fica impedido de operar financeiramente no Chelsea. A punição poderá afetar nas renovações de três jogadores com contratos próximos do fim: Andreas Christensen, Antonio Rüdiger e César Azpilicueta, o capitão do time.

O trio, constantemente utilizado por Tuchel nos Blues, tem contrato em Stamford Bridge até junho de 2022.

Christensen e Azpilicueta são nomes constantemente ligados ao Barcelona em transferência gratuita no próximo mercado europeu. Já Rüdiger, que negociava a ampliação de contrato no clube de Londres, é um dos alvos prioritários do Real Madrid.

O governo do Reino Unido comunicou que permitirá que o Chelsea continue disputando seus jogos na Premier League, mesmo após as sanções impostas a Abramovich. O fato, no entanto, interrompe o processo de venda do clube de Londres.

O magnata russo colocou os Blues à venda, mas o congelamento de ativos da Grã-Bretanha e as sanções impostas impedem esse processo. Isso acontece por conta dos termos da licença concedida ao clube para seguir competindo.

Nadine Dorries, ministra do Esporte da Grã-Bretanha, disse que o governo emitiu uma licença especial para permitir que o Chelsea dispute suas partidas, pague funcionários e permita que portadores de ingressos assistam aos jogos, porque não quer prejudicar os atuais campeões europeus e mundiais.

“Sei que isso traz alguma incerteza, mas o governo trabalhará com a liga e os clubes para manter o futebol sendo jogado, garantindo que as sanções atinjam os pretendidos”, disse ela no Twitter. “Os clubes de futebol são bens culturais e a base de nossas comunidades. Estamos comprometidos em protegê-los”.

O governo comunicou ainda que essa licença será mantida sob constante revisão.

Fontes disseram à ESPN que Abramovich recebeu várias ofertas pelo Chelsea, mas rodas elas abaixo do valor pretendido pelo empresário, na casa dos 3 bilhões de libras (cerca de R$ 19,8 bilhões).

Segundo fontes, um consórcio que inclui Todd Boehly, co-proprietário de Los Angeles Dodgers e LA Lakers, ao lado do bilionário suíço Hansjorg Wyss, apresentou uma oferta em um esforço para tentar comprar o Chelsea.