Atual presidente do Palmeiras, Leila Pereira admitiu que já pensa em uma possível reeleição no pleito de 2024
Leila Pereira iniciou seu mandato de presidente no Palmeiras em dezembro do ano passado e seu triênio acaba em 2024, mas já pensa em uma futura reeleição. Após subir de cargo no clube, a dirigente disse que não se abala com as novas críticas e quer ver o time crescendo cada vez mais.
"Eu costumo dizer que a minha trajetória vai ser grande no Palmeiras. Não vou sair de lá não, viu? Vou continuar trabalhando e, se eu tiver o privilégio e a honra do associado continuar confiando no meu trabalho, eu gostaria de ser reeleita presidenta do Palmeiras", disse Leila, em entrevista ao jornal O Globo.
"Quero tornar o Palmeiras cada vez maior e mais vitorioso, e eu sei como fazer isso, como investir. Eu não me abalo com críticas. Tem críticas construtivas e aquelas que querem te detonar por eu ser mulher. Sou a única presidente de um grande clube da América do Sul. Isso incomoda demais", completou.
A presidente também contou que vem de uma família vascaína, mas se tornou palmeirense. Após ser apoiada em seguir uma carreira fora da área da saúde, profissão de seu pai e de seus irmãos, Leila é disputada por clubes para patrocínios.
"Todos me pedem para colaborar com o seu clube. Eu gostaria que o exemplo de sucesso das nossas empresas, parceiras do Palmeiras, servissem de exemplo para que outras empresas também investissem no futebol", declarou.
Primeira mulher presidente do Palmeiras, a dirigente revela que vive com o machismo no dia a dia. Segundo ela, começou a sentir o preconceito quando saiu do posto de apenas conselheira e patrocinadora e virou mandatária.
"Como o futebol é um meio muito masculino, as pessoas se sentem incomodadas por uma mulher que está se sobressaindo tanto. São críticas muito ridículas. Primeiro, é pesadíssimo com relação a contratação de jogadores. O Palmeiras tem tido uma trajetória extremamente vitoriosa. As pessoas criticavam muito os departamentos de marketing e comunicação. Entrei e fiz várias alterações. As mesmas pessoas criticam agora as alterações que eu fiz para melhorar. Eu aceito as críticas e sugestões, mas a decisão é minha. Acho que aí é que entra o preconceito. Como pode uma mulher bater firme e dizer: 'Eu respeito a sua opinião, mas a caneta é minha'?", indagou.
Quando questionada como é se sentir a pessoas mais poderosa do futebol brasileiro recentemente, Leila Pereira minimizou o "elogio" e engrandeceu sua trajetória até onde está hoje.
"Eu não me vejo como a mulher mais poderosa. Fico extremamente orgulhosa de olhar para trás e ver de onde eu saí e aonde eu cheguei. Isso é um exemplo para todas nós mulheres. Não só para as mulheres, mas para qualquer pessoa que tem algum desejo. Eu fico muito orgulhosa de poder representar isso para tantas pessoas, dizer que é possível quando você quer. É uma responsabilidade muito grande estar à frente de um clube da grandeza do Palmeiras, representando milhões de torcedores. Eu não tenho dúvida nenhuma que eu vou exercer com todas as minhas forças, com personalidade, sabendo o que eu quero e o que é melhor para o clube", finalizou.
Relação com a torcida antes e depois de virar presidente do Palmeiras
"São duas situações. Cheguei ao Palmeiras como patrocinadora, em janeiro de 2015. Nós oferecemos o patrocínio pela situação que o Palmeiras se encontrava naquela época. Óbvio que o Palmeiras não existe somente a partir da Crefisa. Entrei única e exclusivamente porque eu e meu marido queríamos colaborar. Com a torcida organizada, eu nunca discriminei o torcedor. Aquele que ama o Palmeiras está caminhando no mesmo lado. Como patrocinadora, eu sempre colaborei com as festas da torcida organizada e nunca pedi absolutamente nada em troca. Sempre foi um relacionamento muito respeitoso"
Investimento no futebol feminino
"Nós estamos em busca de parceiros para patrocinar o futebol feminino, para fortalecer ainda mais. Abriria mão das nossas marcas no uniforme feminino para que outra empresa viesse patrocinar, sem diminuir o valor do contrato. Para o futebol feminino ser cada vez melhor e maior, nós precisamos de investimento. Estou bem animada pois temos boas perspectivas"
Dinheiro e felicidade
"Com essa condição financeira, eu poderia muito bem estar no meu apartamento em Nova York ou Beverly Hills, com a vida tranquila. Nada disso. Eu sei que as pessoas me respeitam pelo meu trabalho por quem eu sou. O dinheiro é muito importante. É com ele que você pode proporcionar uma boa vida para os nossos filhos, boa educação, saúde, moradia. É importante e traz felicidade, sim. Não vou ser hipócrita e dizer que o dinheiro não é importante. É importantíssimo. É com dinheiro, com investimento, que você faz um time vencedor"
