Dominante na F1 e última equipe de Ayrton Senna, a Williams pode ser vendida por causa de dificuldades financeiras, agravadas ainda mais por causa da suspensão da atual temporada devido à pandemia do novo coronavírus. A informação é da BBC Sport desta sexta-feira (29).
A equipe registrou uma queda de 35,3 milhões de libras (R$ 235,3 milhões) esterlinas nas receitas na última temporada e teve uma perda de 13 milhões de libras esterlinas (R$ 86,7 milhões) em 2019. O resultado desse ano deve ser ainda pior.
A vice-diretora da equipe, Claire Williams, disse à reportagem que os colaboradores têm trabalhado para manter o sonho de Frank Williams, fundador da equipe, vivo. Ele sempre insistiu para ficar no controle, mas, aos 78 anos, não está mais no dia a dia da escuderia.
“Frank sempre garantiu que ele colocasse a equipe, os negócios e nosso pessoal em primeiro lugar, e é isso que estamos fazendo agora”, disse Claire para a BBC Sport. “Ele está ciente e é sempre atualizado a cada decisão que o conselho toma, e nos apoia”.
Em comunicado interno, a empresa afirmou que estava considerando “várias opções estratégicas”, incluindo “a captação de novo capital para os negócios, a alienação de uma participação minoritária na Williams Grand Prix Holdings (WGPH) ou a alienação de uma participação majoritária no WGPH, incluindo uma venda potencial de toda a empresa”.
Sobre o tema, Claire Williams afirmou que tratam-se de discussões preliminares. “Tenho toda a confiança de que encontraremos o investimento de que precisamos”, disse.
O que complica ainda mais a saúde financeira da Williams é a incerteza sobre a F1. A temporada foi suspensa antes de iniciar. Uma data especulada para ser retomada é no início de julho, com o GP da Áustria. Mesmo assim há muitas dúvidas.
A F1 depende de um melhora global nos casos de coronavírus porque requer muitas viagens de avião em curto prazo e para muitas pessoas. Os GPs estão espalhados por quase todos os continentes. E as equipes têm colaboradores de várias partes do mundo.
A Williams é uma das equipes mais bem-sucedidas da F1, inclusive foi a escuderia de Ayrton Senna, Felipe Massa e Rubens Barrichello. Dominou boa parte das décadas de 80 e 90, vencendo com Alan Jones, Keke Rosberg, Nelson Piquet, Nigel Mansell, Alain Prost e Damon Hill.
A sua competitividade diminuiu neste século. Oassou por um breve renascimento de 2014 a 2017, quando terminou em terceiro e duas vezes em quinto, mas caiu muito nos últimos dois anos.
