O catalão Joan Villadelprat trabalhou por 30 anos na Fórmula 1. Foi técnico na McLaren e na Tyrrell, chefe dos mecânicos da Ferrari, diretor da Benetton e chefe da Prost. Conviveu com muitos pilotos, mas um em particular fez algo para ele nunca esquecer. Foi o brasileiro Nelson Piquet.
Em entrevista ao jornal espanhol “El Confidencial” nesta sexta-feira, 8 de maio, Villadelprat relembrou de uma prova em que Piquet estava sentando calado em seu F-1 e um estranho líquido começou a vazar do carro do brasileiro.
“Ele estava com os cintos amarrados, quieto. De repente, vejo um líquido saindo do chassi e caindo no chão. Preocupado que não houvesse muito tempo para resolver com o início da corrida e vendo todos entrarem em pânico, passei a procurar de onde vinha o vazamento. O bastardo, dentro do carro, continuou tão calmo, olhando em volta e vendo os mecânicos correrem como loucos. Na verdade, o brasileiro estava gostando”, disse.
“Eu continuo olhando o líquido vazar. Nem sempre é fácil saber o que pode ser. Existem muitos líquidos diferentes em um carro. Às vezes, na pressa para descobrir o que pode ser, você pega um pouquinho na ponta do dedo e experimenta”, continuou.
“Eu fiz isso e não me pareceu familiar. Eu estranhei Perplexo, olhei para Nelson ... Filho da p...! Lá estava ele, se mijando de rir dentro do capacete. O bastado havia se mijado no carro! Então percebi que não era fluido de freio, o que eu pensava a princípio. Era o fluido de Nelson”, completou.
Ainda sobre Nelson Piquet, o catalão disse que ficou surpreso com o espírito de luta do brasileiro. Ele recordou ao jornal que eles trabalharam juntos quando o piloto estava em seus últimos anos na F-1, após já ter sofrido um acidente na curva de Tamburello, que afetou sua visão.
“Somente quando poderia ‘haver sangue’ é que o tubarão realmente saia. Quando ele via um possível bom resultado, então o tricampeão se fazia presente e faziao que todos vocês sabem”, disse.
