Tricampeão mundial de Fórmula 1, Niki Lauda morreu nesta segunda-feira, aos 70 anos de idade. O austríaco ficou conhecido por ser um piloto com uma imensa força de vontade.
Em 1976, quando já possuía dos campeonatos, ele liderava o campeonato até sofrer um grave acidente em Nurburgring, na Alemanha, que quase o tirou a vida.
Emerson Fittipaldi foi um dos primeiros a socorrer Lauda, que ficou mais de dois minutos no fogo de seu carro após uma batida no desafiador circuito.
"Eu achei que ele (Niki Lauda) estava com o rosto muito queimado, o pé dele também estava muito estranho. E à noite ele quase morreu por intoxicação de gases. A inalação praticamente queimou uma parte do pulmão. Quando era mais ou menos meia-noite no hospital perto de Nurburgring, a quantidade de oxigênio que ele tinha no sangue era muito baixa. Ele estava quase perdendo a função dos órgãos e ia morrer", disse, ao ESPN.com.br, em 2018.
"Tem algumas coisas que são ingratas na Fórmula 1. O chefe de equipe da Ferrari veio até mim e falou: 'O comendador (Enzo) Ferrari quer falar com você pelo telefone'. Eu achei que ele ia falar alguma coisa para mim do Niki. Ele falou: 'Emerson, quero que você guie para mim no lugar do Niki'. E o Niki morrendo no quarto do lado. Eu respondi: 'Comendatore, grazie. Parliamo dopo, ciao (Comendador, obrigado. Falamos depois, tchau)'. É o mundo ingrato do esporte que era na época...", recordou o brasileiro.
O argentino Carlos Reutemann ficou com a vaga recusada por Fittipaldi. Lauda voltou às corridas menos de um mês depois do acidente, ficando com sequelas na pele, mas pouco mais de dois meses depois voltou a correr no GP da Itália.
Ele brigou pela conquista até o fim, mas perdeu o título mundial na última corrida para James Hunt, da McLaren. Lauda desistiu do GP do Japão por causa das condições climáticas.
