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Morre Eddie Jordan, criador de equipe que deu 1ª chance a Schumacher e lenda da F1

Eddie Jordan durante evento da Ryder Cup, na Irlanda, em 2006 EFE/EPA/Gerry Penny

Uma das maiores lendas da história da Fórmula 1, Eddie Jordan faleceu nesta quinta-feira (20), aos 76 anos, informou sua família.

Jordan, que foi dono da equipe que levava seu sobrenome e também trabalhou como comentarista de TV, vinha lutando contra o câncer na próstata e na bexiga.

Em comunicado, os familiares informaram que o empresário foi a óbito "de forma pacífica" e "rodeado de entes queridos" na Cidade do Cabo, na África do Sul, após uma batalha de um ano contra a doença.

Nascido em 30 de março de 1948, Eddie competiu nas categorias de juniores do automobilismo antes de se tornar empresário de pilotos e, posteriormente, dono de sua própria equipe na F1.

O irlandês critou a Jordan Grand Prix em 1991 e viu seu time conquistar quatro vitórias na maior categoria de corridas do mundo antes de vender o controle do grupo, em 2005.

Foi na Jordan que o alemão Michael Schumacher, heptacampeão mundial, fez sua estreia na Fórmula 1, no GP da Bélgica de 1991. Posteriormente, o irmão mais novo de Michael, Ralf Schumacher, também correu pela equipe.

Campeão mundial de 1996, o britânico Damon Hill foi outro grande nome a passar pelo time. Ele inclusive conquistou uma vitória pela Jordan, em 1998, antes de se aposentar na temporada seguinte.

O brasileiro Rubens Barrichello foi outro nome grande que vestiu o famoso macacão amarelo - ele pilotou entre 1993 e 1996, antes de ir para a Stewart.

Após a venda de 2005, o time passou por vários donos e atualmente é conhecida como Aston Martin, tendo o magnata Lawrence Stroll como proprietário.

Fora da F1, Eddie Jordan era conhecido por ser um homem de múltiplos talentos e paixões. Ele tinha sua própria banda de rock, na qual tocava bateria, competia em provas de ciclismo e colecionava arte. Entusiasta da vela, chegou a dar a volta ao mundo de barco em 2015.

O irlandês também tinha grande amor pelo futebol, sendo torcedor de três equipes: Celtic, Coventry City e Chelsea - ele possuía inclusive ações do clube escocês.

Jordan deixa sua esposa, Marie, e quatro filhos: Zoe, Miki, Zak e Kyle.