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Análise | Call of Duty: Vanguard entrega aos fãs o melhor multiplayer dos últimos anos

Call of Duty: Vanguard está disponível no mundo todo Divulgação/Activision

Review de Call of Duty: Vanguard, mostra os detalhes da Campanha, Multiplayer e Zombies


Em mais um ano, a franquia de Call of Duty está de volta com o seu grande lançamento anual. Vanguard chegou com a premissa de ser a grande cartada da franquia em trazer todos os pontos positivos dos últimos lançamentos apresentados pela Activision.

A produtora acertou com o seu modo Campanha e Multiplayer, mas pecou no lançamento atrasado do seu modo Zombies, algo que deve ser consertado ao decorrer das próximas temporadas de Vanguard.

MODO CAMPANHA

O modo campanha começa de forma dinâmica com uma sequência com a cidade de Hamburgo, Alemanha, em chamas. Começamos pulando do trem, e encarando diversos nazistas a caminho da base submarina. O jogo traz a possibilidade de mergulharmos dentro do jogo com a jogabilidade de Vanguard e as cutscenes que dão continuidade a trama.

O jogo tem a narração de Arthur Kingsley, que tem clara referência ao herói de guerra da Grã Bretanha Sidney Cornell. Jogo nos faz mergulhar dentro da luta de 1945, quando a Alemanha nazista é derrubada. O modo história nos dá a possibilidade de mergulhar dentro das missões que resultaram no fim da Segunda Guerra Mundial.

Claro que toda história tem os seus protagonistas. Durante a Campanha, controlamos o já mencionado Arthur Kingsley, que durante o decorrer do jogo vamos conhecer sua história com flashbacks e conexões com os outros personagens de Vanguard.

A personagem que mais me cativou sem dúvidas nenhuma é Polina Petrova, interpretada por Laura Bailey. Polina é uma sniper russa baseada na história de Lyudmila Pavlichenko, também conhecida como a “Dama da Morte”, que foi conhecida por ter matado 309 soldados nazis durante a Segunda Guerra. Polina é um dos centros das atenções do jogo, sendo um dos personagens mais populares dentro do promocional de Vanguard.

O jogo também nos mostra a história de Lucas Riggs, o mestre das bombas do jogo, que foi baseado em Charles Upham, o herói de guerra da Nova Zelândia. Além dos mencionados também, temos a presença de Wade Jackson, o piloto da equipe baseada no americano Vernon Larsen, um dos grandes nomes dos Estados Unidos durante os eventos da guerra.

O que mais me chamou a atenção foi a forma “agradável” que Vanguard nos mostra os grandes eventos da Segunda Guerra em 1945. Gosto do formato que a produtora ainda mantém de mostrar as cutscenes e a jogabilidade em um bolo muito bem feito. Este modelo segue até o fim do jogo, onde podemos alterar os comandos dos personagens que vamos jogar durante o ato final.

Como um bom conhecedor de CoD, sei da repetição apresentada na Campanha, mas é ofuscado como melhoramento na jogabilidade, e com destaque de como ela é usada em cada personagem. Saiba que o jogo é bastante dinâmico e isso permite que o jogador esteja bastante servido de lutas dinâmicas e cenas épicas.

Para finalizar o modo campanha tem a opções de ter quatro níveis de dificuldade. Com isso, o jogador poderá desfrutar da forma que ele quiser do modo história sem se estressar com cada parte.

MULTIPLAYER

Como um bom fã de CoD, ao momento que abri o jogo fui direto para o Multiplayer conferir aquilo que estava ansioso para testar. Definitivamente é bastante agradável a forma que a Activision junto com a Sledgehammer Games trabalharam neste modo para Vanguard. Me arrisco a dizer com gosto que o multiplayer de Vanguard supera o hype dado pelo Modern Warfare de 2019, com o grande número de acertos e os pedidos da comunidade.

Começamos a primeira temporada com a chegada de 16 mapas em seu lançamento. Não tivemos nenhuma novidade fora do padrão. Temos o tradicional mata-mata em equipe, Search and Destroy e o Dominação. O destaque foi a chegada do Champion Hill, o famoso mini royale de Vanguard.

O modo entrega uma boa opção para os jogadores que gostam do modelo de jogo. Em vez de ser um modo de sobrevivência, você se junta a uma equipe de duas ou três pessoas, em uma arena e trabalha para eliminar as outras equipes. Existem 10 equipes ao todo, cada uma lutando aleatoriamente entre si em 2v2 ou 3v3, até que apenas uma equipe permaneça.

Durante as partidas, o jogador recebe dinheiro para poder usar nos intervalos dos jogos e comprar atualizações como armas, vantagens e buffs, ou gastar nas partidas para atualizar sua arma. Vale destacar que Champion Hill é o modo que te “obriga” a jogar com os amigos para ter uma experiência completa.

Outra parte positiva do jogo é o Ritmo de Combate, que dá a possibilidade de achar partidas com seu próprio ritmo de jogo. Você pode escolher entre um jogo tático, sniper, utilitários ou Blitz, no qual é o modo onde os mapas estão cheios e onde o bicho pega de verdade. Sou um fã de jogos lotados para farmar mais abates, mas o lado negativo é o número absurdo de mortes que o jogo acumula durante os confrontos.

Em termos de variedade, o jogo trouxe 38 armas para o uso e personalização, e 18 perks para o jogo se adaptar melhor ao seu estilo. O grande destaque dessa leva é a possibilidade de incluir 10 anexos em suas armas, no qual ajuda o jogador a encontrar a sua build dos sonhos.

O jogo trouxe também a possibilidade “upar” os operadores com skins e gestos ao gosto do jogador. Vale lembrar que saiba como personalizar suas armas, por conta dos mapas, onde suas camuflagens podem facilitar a jogabilidade.

ZOMBIES

O modo que me decepcionei um pouco foi o modo Zombies, pelo fato de faltar partes. Me surpreendi por termos este modo neste jogo, sendo que a produtora não usa o Zombies em seus lançamentos com a Activision. Ao buscar mais informações, soube que o modo foi feito novamente pela Treyarch, que lançou o Black Ops: Cold War em 2020.

O modo nos mostra apenas o mapa Der Anfang, que tem a junção do Epidemia com os padrões da franquia de Call of Duty. Zombies neste ano pode ter um grande potencial durante as próximas temporadas, mas isso ainda bem incerto com o seu lançamento inacabado. O modo é bom, mas o que peca é a falta de conteúdo que faz com o que os jogadores tenham um pé atrás ao buscar o Zombies.

Falando um pouco do ambiente, o usuário será transportado junto com três para um universo alternativo ambientado na infernal e fantasmagórica Segunda Guerra Mundial. A história se passa nos eventos anteriores de Cold War, servindo como um corda para ligar os eventos do título anterior.

O jogo possui os pactos que podem customizar a jogabilidade durante o decorrer da partida. As melhorias de campo vem do ser do Aether, tem um papel importante junto dos operadores para vencer o general Von List, que possuiu uma grande horda de mortos vivos prontos para acabar com os personagens.

CONCLUSÃO

Minhas considerações sobre o jogo: Assim como o beta, ainda mantenho minhas palavras sobre o Vanguard. O jogo mostrou ser o verdadeiro espelho do que veremos nos próximos títulos de Call of Duty.

Por completo, o jogo te coloca em situações em que cada jogador tem possibilidade de se destacar, sendo em mapas pequenos ou grandes. A possibilidade de aumentar a personalização das armas e os perks foram os destaques do multiplayer. Claro que teremos mapas que podem ser um pouco mais do mesmo, mas tudo é compensado pela dinâmica e a obrigação de ter uma estratégia em cada local.

Para os jogadores que apenas vão pelo multiplayer, podem se sentir aliviados por termos uma Campanha que mostra uma boa história, e não deixa nenhum personagem de lado sem um mínimo de explicação.

As únicas coisas que colocaria como negativo de Vanguard, foi sua campanha mesmo sendo bem conduzida, faltou com um pouco mais de tempo de duração. Além do modo Zombies que chegou de forma incompleta.

Call of Duty: Vanguard está disponível para PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series X e S no dia 5 de novembro.