<
>

Jogamos: Beta de Vanguard reúne o melhor de Cold War e Warzone

Beta aberto de Vanguard está disponível em todas as plataformas Divulgação/Activision

Nesta semana enfim chegou o aguardado beta de Call of Duty: Vanguard, o novo título da franquia de CoD deste ano. Vanguard é a nova aposta da Activision de “tentar” trazer de volta a franquia de CoD, às suas raízes - após as grandes críticas em cima de Black Ops: Cold War.

Tive a chance de testar o primeiro beta fechado para os usuários do PlayStation, com os primeiros mapas e modos liberados. O teste aberto chega nesta semana, sendo liberado para todas as plataformas.

MODO PATRULHA

Eu estive com as expectativas bem altas para jogar Vanguard, por causa das prévias e os novos modos que o multiplayer traria neste ano. O multiplayer dá uma sensação de que estamos jogando novamente Cold War, com certas familiaridades de Warzone em seu ambiente.

Podemos ver a volta dos modos tradicionais como mata-mata, baixa confirmada e Dominação. Patrulha, foi surpresa positiva, onde em vez de capturar e manter pontos estáticos, a Patrulha protege um pequeno círculo que se move ao longo do mapa. Este foi o modo que me pegou de surpresa, por utilizar bem um local extenso como Red Star.

A área contestada está em constante movimento, é do interesse dos atiradores de longo alcance, fazerem a “festa” e camperarem por apenas alguns minutos. O local se move de espaços abertos, para dentro de edifícios e de volta para fora. O lado positivo é a facilidade dos tiros em curta, média e longa distância.

CORPO A CORPO

Um dos pontos que Vanguard deixou a desejar são os combates corpo a corpo, onde é complicado para os jogadores conseguirem distinguir quem é quem nos jogos. Em Cold War tínhamos as forças da OTAN contra o Pacto de Varsóvia, que facilitava para os participantes distinguirem os adversários. Enquanto no novo CoD, ambas as equipes são as mesmas e isso prejudica um pouco a experiência.

Um exemplo claro é o Hotel Royal. O mapa foi o meu favorito do beta por ser uma verdadeira chacina de eliminações, mas como dito acima - a falta de comunicação e os personagens idênticos, prejudica a experiência daqueles que esperam algo positivo de Vanguard.

O identificador de cada jogador fica bem difícil de ver em longas distâncias, e isso pode ser um problema para os jogadores que gostam de jogar com armas de grande alcance.

CHAMPION HILL OU MINI WARZONE?

Com a premissa de ser uma opção de battle-royale, Champion Hill entrega uma boa opção para os jogadores que gostam do modelo de jogo. Em vez de ser um modo de sobrevivência, você se junta a uma equipe de duas ou três pessoas, em uma arena e trabalha para eliminar as outras equipes. Existem 10 equipes ao todo, cada uma lutando aleatoriamente entre si em 2v2 ou 3v3, até que apenas uma equipe permaneça.

Durante as partidas, o jogador recebe dinheiro para poder usar nos intervalos dos jogos e comprar atualizações como armas, vantagens e buffs, ou gastar nas partidas para atualizar sua arma. Essa parte das compras foi um elemento muito utilizado no modo Zombies em Cold War, com as compras de buffs e aperfeiçoamento de armas e escudos.

Outro ponto similar ao Warzone é o mapa Gavutu, uma floresta chuvosa do Pacífico Sul. O mapa é muito grande, além dele me dar a sensação de que um futuro próximo do battle royale da Activision, com o desenvolvimento da Raven será baseado nele.

ARMAS DA SEGUNDA GUERRA

Umas coisas que notei e as classificações e carregamentos parecem ser as mesmas do Cold War, com um pouco de inspiração no MW 2019. O jogador cria o seu loadout com armas primárias e secundárias, armas letais e não letais como granadas e coquetéis molotov, três vantagens e seus bônus killstreak.

Mesmo sendo um teste, os jogadores podem desbloquear atualizações de mira, pente de balas e entre outros. Sim, basicamente temos a mesma coisa do ano passado. Isso me desanimou um pouco, mas tenho que esperar a versão completa ser lançada para ter mais clareza sobre isso.

Senti falta também do avanço em desbloqueio de skins, que não acrescentam nada à jogabilidade do jogo, mas sempre dão um ânimo a mais para querermos upar todas as armas ou pelo menos as favoritas dos jogadores.

Um problema que precisa ser revisto é o atraso do XP de nível e das armas. Pela minha experiência tive um grande atraso na entrega do XP, onde isso até deu um pequeno desânimo para continuar a upar, mas acho que deve ser mais um erro comum no período de testes.

As sequências de destruição, como o Recon Plane e a Bomb Glide, são apenas versões deste ano do Spy Plane e Cruise Missile do ano passado. Tudo bem, que a Activision acha interessante manter estas familiaridades nos seus próximos títulos, mas sempre queremos novidades.

CONCLUSÃO

Minhas considerações sobre o jogo: O beta de Vanguard mostrou ser o verdadeiro espelho do que veremos nos próximos títulos de Call of Duty. O jogo é divertido e até mesmo os fãs da franquia podem até se contentar com o teste, mas com a falta de novidades em alguns detalhes clássicos, como armas, sequências de destruição ou até no layout pode estragar as expectativas.

Adorei Champion Hill, ele é um grande acerto que Vanguard trouxe e pode ser bem utilizado pelos jogadores na versão completa. Patrulha como afirmei acima é um modo que aproveita bem os grandes mapas pela sua dinâmica de mudança de local, estou ansioso para ver isso em prática na Call of Duty League.

Vou aproveitar esse beta aberto para explorar mais uns pontos, além de ficar mais ansioso pela versão completa no dia 5 de novembro de 2021.