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CS:GO | 'Sabíamos do nosso potencial', diz Felps sobre as críticas à GODSENT

Felps, jogador de Counter-Strike da GODSENT Divulgação/GODSENT

EM COLETIVA DE IMPRENSA, FELPS E JOGADORES DA GODSENT COMENTAM SOBRE A CLASSIFICAÇÃO AO MAJOR E CRÍTICAS DA COMUNIDADE


Tendo apenas quase nove meses de trabalho, a escalação brasileira da GODSENT conquistou e ajudou o Brasil a ter mais esperanças com um futuro renovado no Counter-Strike. A equipe, mesmo com o vice-campeonato na IEM Fall, conseguiu pontos o suficiente para confirmar a classificação para o PGL Major Stockholm 2021 e se junta a legião de brasileiros que vão representar o nosso país na Suécia.

Após a grande final do torneio, os brasileiros concederam uma coletiva de imprensa para comentar tanto sobre o torneio como a classificação inédita da escalação para o Major de Estocolmo.

A escalação foi bastante questionada sobre as críticas sobre a escolha dos jogadores, além da cobrança da comunidade em resultados e títulos. Felps afirmou que sabiam que essas críticas iam vir e que seria um caminho difícil para a GODSENT.

“Quando eu, TACO e o Dead fizemos esse time nós sabíamos que ia vir [críticas da comunidade]. A gente sabia que ia ser difícil porque a galera está muito necessitada de resultados rápidos porque o Brasil sempre esteve entre os melhores do mundo e a gente estava a muito tempo sem ganhar. A gente sabia que ia ter muita cobrança porque viemos de times que estavam muito bem, no meu caso a BOOM, mas no começo do ano falamos para todo mundo que era um processo e que esse ano íamos usar para fazer nosso melhor e ver no que ia dar em relação a campeonatos”, revelou Felps.

“Todo mundo abraçou a ideia, nunca ligamos para o que as pessoas estavam falando, até pegamos algumas críticas construtivas mas na maioria das vezes a gente até ria com algumas críticas porque sabíamos do nosso potencial”, complementou.

O trio de “novatos” da GODSENT também comentou sobre as críticas em cima da equipe durante os últimos meses, mas afirmaram que estão focados e deixaram o “hate” de lado.

“Eu sei que vai acontecer as críticas, todo mundo sabe. Vai ter muita crítica, assim como as coisas boas, as pessoas vão falar de você, então a gente só aceita e continua indo, focando na gente”, explicou Dumau.

“A gente pega algumas críticas construtivas e usamos elas, porém a gente foca mais no coletivo dentro do time mesmo, todo mundo se ajudando e não deixamos essas críticas abalarem muito o nosso grupo”, comentou Latto.

“Eu achei que no começo ia ser pior, mas eu senti bastante apoio no começo até chegarmos aqui e jogarmos o primeiro RMR, foi quando começaram as críticas. Mas pra mim não teve muita importância, a crítica que importa pra mim são as dos meus companheiros de time”, revelou B4rtin sobre o começo do IEM Fall NA.

Pela primeira vez em sua carreira, Felps está lidando com a responsabilidade de ter que liderar uma equipe. Ao lado de TACO, que idealizou toda a ideia da equipe junto de Dead, o jogador afirmou que ainda está se acostumando com a sua nova função e espera melhores resultados para o futuro da organização.

“Com essas três crianças aqui, acho que aqui eu me tornei um tipo de jogador que nunca pensei que ia ser: ser um exemplo, liderar e ajudar os meninos. Depois de tudo que eu passei na minha carreira, depois de jogar com jogadores sensacionais e com uma bagagem enorme, e ter que liderar essas crianças que eu tenho certeza que no futuro vão ser uns dos melhores do mundo, tem sido uma experiência incrível, estou aprendendo muito”, explicou Felps.

“Eu não sei se estou lidando bem com esse cargo, mas o que eu tento sempre falar pra eles é que todas as oportunidades que a gente está tendo aqui é raro, para eles aproveitarem ao máximo e dentro do servidor, quando eles tiverem a chance, não importa se estão contra o melhor ou o pior, para eles fazerem a diferença. Está sendo uma experiência muito boa, já está dando certo, mas no futuro acho que os resultados vão vir mais rápido”, complementou.

O veterano também afirmou que a classificação para o Major ajudou os jogadores a criarem uma “casca” e vão aproveitar o momento da “melhor forma possível”.

“O Major vai ajudar mesmo vai ser a molecada criar “casca” pra eles, jogar um campeonato grande. Demos um passo enorme e temos que aproveitar da melhor forma possível, não colocando pressão em cima da gente, no sentido de ‘Precisamos ser Legend’. Jogando LAN, eles entendendo como funciona essa atmosfera e a gente entendendo como se joga presencialmente como um time vai ser fundamental. Começar fazendo isso no maior campeonato do mundo não tem jeito melhor de estrear. Também vai ser de grande ajuda pros próximos campeonatos que vamos jogar”, explicou o lurker da GODSENT.

A GODSENT de Felps deve estrear no PGL Major Stockholm 2021, no dia 26 de outubro, mas ainda não foram revelados os confrontos e os horários até o momento. A transmissão será realizada no canal oficial da PGL e em portugues com o streamer Gaules.