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Jogando fora das quadras: Conheça o lado gamer de Douglas Souza

Douglas Souza tira um tempo em meio a sua rotina para jogar videogame Divulgação/FIVB

Entrando em quadra para exercer uma das posições mais difíceis de vôlei, tendo em vista que o jogador deve estar apto tanto para receber, defender ou atacar, hoje em dia Douglas Souza atua como ponteiro para a seleção brasileira de vôlei. Chegando ao continente asiático com “apenas” 260 mil seguidores no Instagram, a explosão do jogador veio não só ao interagir com seus fãs, mas também ao mostrar em sua rede social seu cotidiano e da delegação brasileira nas Olimpíadas.

Tornando-se o jogador de vôlei mais seguido do mundo na rede social ao alcançar a marca de dois milhões de seguidores em menos de uma semana, quem vê o brasileiro espalhando de Tóquio toda sua autenticidade e carisma, pode nem imaginar que Douglas também é um aficionado por jogos que hoje fazem sucesso no mundo dos esportes eletrônicos, como o League of Legends.

Dentro de Summoner’s Rift, ou para aqueles que não estão tão familiarizados “dentro do mapa do nosso querido Lolzinho”, o fenômeno que tomou os holofotes para si diretamente das Olimpíadas de Tóquio 2020 prefere se distanciar (em partes) da posição que pode lhe render toda a atenção dentro das quadras e foca em ajudar sua equipe como suporte.

Campeão no Rio 2016 e que hoje representa a nação brasileira do outro lado do mundo, encontra em meio a sua pesada rotina de jogador profissional de vôlei uma brecha para poder se divertir e competir fora das quadras. Atualmente tendo Senna como sua campeã principal, mas também levando Lux, Seraphine e Pyke como possíveis escolhas, Douglas Souza, ou Jessieds como é conhecido dentro de jogo, encontra-se no elo Ouro 4 nas ranqueadas solo - com uma taxa de vitória de 56%.

E se engana quem pensa que a interação do jogador com o mundo gamer para em apenas jogatinas. Há mais de um ano, Douglas adota seu autêntico estilo descontraído e cheio de energia para entrar de cabeça no universo do Youtube, onde tem um canal que hoje conta com mais de 57 mil inscritos e com diversos vídeos - que possuem até uma agenda para serem publicados - que vão de gameplays de League of Legends, Valorant e Dead by Daylight, até conteúdos de seu dia a dia e com seu namorado, Gabriel.

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ÍDOLOS DE FORA DAS QUADRAS

Quem acompanha o camisa 14 da seleção, seja através de seus vídeos ou suas postagens nas redes sociais, pode ver algumas interações dele com a comunidade gamer. Estourado nas redes sociais com seu carisma na Vila Olímpica e se tornando um ídolo para muitos, principalmente para a comunidade LGBTQI+, Douglas Souza não esconde suas inspirações dentro do game.

Personalidade transexual da comunidade de League of Legends, Briny de Laet, ou também Queen B, é uma delas. Através de suas transmissões irreverentes, a streamer carrega dentro dos servidores de games a bandeira LGBTQI+, enquanto Douglas faz a mesma coisa de dentro das quadras de vôlei desde 2018 - ano no qual se tornou o primeiro jogador da seleção brasileira de vôlei a se declarar abertamente gay.

“Ele era meu seguidor, meu fã e eu sabia dele, sabia quem ele era. Nos últimos dias, um pouco antes dele bombar, acabou que fizemos uma interação básica e do nada eu vi que ele tava muito famoso. Infelizmente a gente nunca se conheceu pessoalmente, mas super espero pela chegada desse dia. Ele sempre foi um fofo, sempre foi uma pessoa muito carinhosa, carismática e autêntica. Não temos uma amizade ainda, mas é uma admiração recíproca e com muito carinho, com certeza”, revela a influenciadora.

O nome da streamer é falado aos montes durante as postagens do jogador nas redes, que acompanha o trabalho da streamer diariamente. Procurada pela redação do ESPN Esports Brasil, Briny falou um pouco da presença do jogador nas Olimpíadas, que nesta edição tem mais atletas LGBTQIA+ do que as duas últimas edições juntas, e sobre como sua presença nas Olimpíadas vai muito mais do que o simples fato dele fazer parte da comunidade LGBTQI+.

“Na verdade não é só carregar uma bandeira, é a gente normalizar pessoas LGBTQI+ em vários espaços. É normalizar isso para justamente não haver o que infelizmente acontece hoje em dia, de estarmos em espaços que eram para ser comuns para nós e causar uma comoção”, comenta.

Além disso, aproveitou para falar também sobre a importância de uma figura como a do ponteiro nas em um ambiente que historicamente nunca contou com uma representatividade tão grande e com personalidades tão fortes mas ao mesmo tempo tão leves como a de Douglas.

“Não é só pelo Douglas ser LGBTQI+, eu acho importante alguém como ele que traz tanta leveza e diversão estar em um meio que por muitos anos sempre foi visto como algo muito sério - eu pelo menos sempre tive essa imagem das Olimpíadas e do vôlei, de ser algo mais quadrado. Alguém como ele, que é muito carismático e comunicativo, ajuda a gente a quebrar essa barreira entre o espectador e o atleta”, diz Briny.

Até o momento, a seleção brasileira de vôlei masculino ganhou os dois confrontos que disputou em Tóquio (3 sets a 0 contra a Tunísia e 3 a 2 contra a Argentina) garantindo o segundo lugar na tabela e terá que disputar mais três jogos com o restante das delegações do grupo B até chegar ao mata mata.

Enquanto aguardamos para ver como Douglas e a seleção brasileira de vôlei se encaminham nos jogos, veja o jogador destruindo de Senna no League of Legends e de Reyna no Valorant: