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Análise: Jogo de Super Campeões faz tabelinha entre futebol e luta, com toques nostálgicos

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Fã de Oliver Tsubasa, do Super Campeões, Wallace relembra mundial com o Corinthians: 'Caramba, vim parar aqui' (0:49)

Nascido em Conceição do Coité, na Bahia, zagueiro disse que nunca imaginou isso (0:49)

Se tem um desenho que marcou toda uma geração de brasileiros foi certamente “Super Campeões”. O anime adaptado do mangá Captain Tsubasa conquistou o carinho de muitos fãs por aqui quando foi televisionado em duas versões ali na virada dos anos 2000, sendo “Captain Tsubasa: Road to 2002” a mais lembrada por trazer muitas referências do futebol brasileiro na animação - quem não lembra de Oliver Tsubasa defendendo as cores de um time que fazia alusão ao São Paulo?

Até mesmo por esse sentimento nostálgico, o jogo “Captain Tsubasa: Rise of New Champions” lançado no dia 28 de agosto - e disponível para PC, PlayStation 4 e Nintendo Switch - chegou com muitas expectativas pela comunidade.

Mesmo com uma jogabilidade aparentemente robótica vista até então nos trailers divulgados, a empolgação era visível - e falo muito por mim também, um grande fã das peripécias de Tsubasa, Hyuga e Wakabayashi.

Escrever uma análise desse game publicado pela Bandai Namco é um grande desafio exatamente por toda a carga nostálgica que envolve Super Campeões. É mesclar as impressões com o jogo no sentido técnico, mas também pela forma como “Captain Tsubasa: Rise of New Champions” adapta uma história que já foi contada quatro vezes na televisão.

Até mesmo por isso, nada mais justo do que escrever o review como se fosse uma verdadeira partida de futebol. No primeiro tempo, vou abordar mais a parte de jogabilidade e afins. Na etapa complementar, vou explorar um pouco do enredo, como funciona a campanha e abordar sobre o modo criativo.

Configurações de partida: O ESPN Esports Brasil ganhou uma cópia do jogo disponibilizada pela Bandai para PlayStation 4.

1º TEMPO: JOGABILIDADE

É dado o pontapé inicial. Quem gosta de Super Campeões muito possivelmente deve jogar FIFA ou Pro Evolution Soccer. E não tem jeito: trazemos desses dois games os mesmos vícios e tomadas de decisão. Mas “Captain Tsubasa: Rise of New Champions” não é um simulador de futebol. Ouso dizer que não consegue nem ser enquadrado como arcade - ou seja, um jogo que é despretensioso em ser fiel à realidade, mas que, ainda assim, não extrapola, tendo apenas uma jogabilidade mais leve e sem tantos rodeios.

FUTEBOL X LUTA - 1 a 0

Aqui é quando o game marca o seu primeiro gol. “Captain Tsubasa: Rise of New Champions” é um jogo de futebol sim, mas essencialmente é um jogo de luta. E faz sentido com o que Super Campeões representa: chutes que são na verdade golpes especiais, com direito a rajadas e bolas pegando fogo, além daqueles diálogos mentais durante uma partida que podia demorar até cinco episódios para ser encerrada.

Por isso, o jogo acerta em misturar o melhor dos dois mundos na jogabilidade. Olhando pelo aspecto futebolístico, “Captain Tsubasa: Rise of New Champions” não esconde a referência de Winning Eleven no design - ainda mais nas câmeras de tiro de meta ou então quando acertamos um lançamento em cheio já que a angulação inicialmente fica posicionada tal qual o saudoso WE. E faz sentido que essa seja a principal referência já que é a franquia que mais fez sucesso no Japão, país de origem de Super Campeões.

“Captain Tsubasa: Rise of New Champions” traz situações de jogo vistas no PES, a começar pelos controles. Sem mexer nas opções, o game copia os comandos do jogo da Konami praticamente em tudo.

Então chutar é no quadrado e cruzar é no círculo. Até na defesa os movimentos são iguais: com X, seu jogador avança direto para o adversário com a bola, enquanto quadrado chama algum companheiro de equipe para marcação dupla.

Outro fator visível de PES são as táticas especiais. Com as setinhas do controle, é possível facilmente ativar táticas que ditarão a postura da sua equipe. Essas táticas, claro, podem ser configuradas no menu do time antes e durante a partida.

Mas, como já dito, “Captain Tsubasa: Rise of New Champions” não é apenas um arcade de futebol. Estamos falando também de um jogo de luta - e é aí que reside o ponto-chave com relação a jogabilidade.

Até mesmo por estarmos familiarizados pelas escolinhas de Fifa e PES, nossa primeira reação ao jogo é tentar conduzir o game tal qual um simulador de futebol.

Rodamos a bola de um lado para o outro, buscamos inversões e sentimos muito a falta de um “R1 + triângulo” para dar aquele lançamento certeiro enquanto o atacante está em disparada - o jogo não permite essa função, infelizmente. Até mesmo para chutar, pelo menos no meu caso, demorei para dar arremates com a barrinha de energia (“garra”) completa. Eu dava chutes simples. E não. Estamos jogando Super Campeões!!!

Quando passamos a entender essa essência, a coisa muda. Entendemos que as dinâmicas de futebol são apenas complemento e que o objetivo é destruir com o time adversário. Até mesmo porque só fazemos gol quando a barra de energia do goleiro está baixa (a cada chute nosso, ela vai diminuindo).

É quando aceitamos que está tudo bem pegar a bola com Oliver Tsubasa (ou o próprio goleiro!!!) antes do meio de campo e seguir driblando os adversário até o gol - afundando o dedo no botão para soltar aquele Chute de Trivela. Não precisamos necessariamente fazer todo aquele trabalho de transição da bola. Na verdade, isso é pouco eficaz.

Não à toa que “Captain Tsubasa: Rise of New Champions” é um jogo de luta, pois quando acontece a disputa de bola com o adversário, os dois jogadores pulam pelos céus e começam uma grande batalha pela redonda - e que o único objetivo neste momento é apertar freneticamente todos os botões do joystick para deixar a barra ao seu favor e conseguir dar um super arremate.

É praticamente reviver algum título clássico de Dragon Ball Z, como o Budokai Tenkaichi 3.

FALTA ACABAMENTO - 1 a 1

Acontece que, até mesmo por acertar em cheio no golaço entre futebol e luta, “Captain Tsubasa: Rise of New Champions” dá bobeira na saída de bola do meio de campo e acaba levando logo o empate. Falta acabamento no jogo - e muito talvez exatamente por conta dessa mistura.

Mais de uma vez que tive problema com o tempo de resposta nos meus comandos. Cheguei a ter a bola roubada porque o game não atendeu ao meu toque rápido. O problema não está em você se antecipar e já dar outro comando (chute, por exemplo) enquanto está recebendo a bola já que em outros momentos a mesma tentativa funcionou.

E as tabelinhas? Tem hora que flui lindo, mas...

É um fator aleatório na dinâmica que atrapalha o desenrolar da partida e você bate muita cabeça no primeiro contato com o game. Depois, até esse problema é melhor encarado e quase que compreendemos o momento certo de dar sequência aos lances. Ah, mas algo precisa ser dito: o sistema de substituição é horrível demais e nada fluído num primeiro momento.

Outro detalhe que compromete um pouco a experiência está no mini-mapa: as cores não se adaptam aos times em questão. Ou seja, aconteceu de eu atuar com o Nankatsu (time de Tsubasa) jogando com o uniforme 2 (vermelho), mas o indicador do meu time no radar ser azul - e o do adversário vermelho. É algo que engessa a jogabilidade querendo ou não.

Por fim, mas não muito importante até mesmo pela dinâmica que se tem no jogo, é o fator Overall. Não sei se é porque somos da escolinha FIFA e PES, mas estamos acostumados a pegar um meia e colocá-lo de ponta. Ou então deslocar um volante para o miolo da zaga. Naturalmente, a média desse jogador decai exatamente por estar fora de sua posição de origem.

Acontece que em “Captain Tsubasa: Rise of New Champions” tanto faz: o Overall de Tsubasa será o mesmo caso ele seja colocado como atacante. Isso foi algo que me incomodou de início, já que não há, de certa forma, diferenciação entre as divisões por setores de campo, mas, já que também é um game de luta, passei a entender que tanto faz se sou volante ou meia - o importante é derrubar o adversário.

Em um jogo no qual você marca gol até de goleiro, faz sentido não ter distinção entre por exemplo, meias ou volantes

ANÁLISE DE DADOS - 2 a 1

Longe de ser um golaço, mas a parte de estatísticas de “Captain Tsubasa: Rise of New Champions” é um gol eficiente - ótimo para o desempate. O game possui um banco de dados muito interessante para entendermos a performance da nossa equipe logo após a partida.

São informações importantes de serem trabalhadas para procurarmos melhorar a forma de jogar - ainda mais se estivermos jogando no modo de criar o nosso próprio personagem. Dá pra ver quanto que cada jogador provocou de dano no goleiro adversário, por exemplo. Mas, é aquilo: só não estranhe que você tenha chutado 39 vezes ao gol no primeiro tempo.

MODO ONLINE - 2 a 2

Com a jogabilidade afiada, o pensamento é um só: vamos jogar online! E é aí que somos pegos com o nosso goleiro desavisado numa bola recuada e sofremos gol contra. Acredito que por ser a primeira versão do game, ainda mais na semana de lançamento, mas minha experiência competindo contra jogadores reais não foi muito interessante.

Fato é: o modo online é muito prático e sem firulas. Existe a clássica categoria de jogar competitivamente, igual PES e Fifa, na qual você vai subindo de nível e busca ser o melhor ranqueado. E caso você só queira disputar um amistoso online, rapidamente você cria ou entra em uma sala para jogar.

Tentei ir para o competitivo, mas desisti logo de cara porque o jogo me “traiu”: acabei selecionando sem querer um time que não queria (e fraco, ainda por cima) e ficou travado apenas nele. Por mais que a legenda indicasse o botão para “mudar de equipe”, não conseguia. Nem ousei ir para as partidas ranqueadas.

Já no amistoso online, outra frustração. E que frustração. O modo offline inteiro nos ensinou que para roubar a bola, o jeito mais prático é acelerar e apertar X. Dessa forma, você consegue tirar o adversário do lance. Agora imagine o tamanho do choque que tive quando fui fazer o mesmo contra um jogador real e os dois bonecos apenas ocuparam o mesmo espaço no gramado.

Não sei se por conta da conexão, se talvez o jogo pegue outras regiões, mas “Captain Tsubasa: Rise of New Champions” fica bugado nas divididas. Eu apertava freneticamente o botão de carrinho para ser mais radical na jogada e precisava contar com a boa vontade do servidor em definir o que estava acontecendo. Há um delay que não compromete, mas é muito incômodo você se prestar a jogar contra alguém e não ter segurança do que está acontecendo.

Além de gol contra, jogar o modo online - pelo menos por enquanto, sem atualizações - é também entrar em uma dividida pela bola com o pé “mole”. A chance de se quebrar é altíssima.

INTERVALO

O placar parcial é justo, mas talvez um pouco frustrante pelo gol contra nos acréscimos devido ao modo online. Faz parte. Pelo menos, em termos de jogabilidade, dá pra ver que “Captain Tsubasa: Rise of New Champions” é um jogo que soube misturar bem os elementos de futebol e luta. E os pontos negativos devem naturalmente ser trabalhados nas próximas atualizações. Opa, já vai começar a segunda etapa!

2º TEMPO: ENREDO, CAMPANHA E CRIATIVO

Como já dito anteriormente, “Captain Tsubasa: Rise of New Champions” tem a missão de reviver outra vez a clássica trajetória de Oliver Tsubasa rumo ao título mundial. Ingrata missão, mas que foi bem desenvolvida na releitura feita pelo game.

MODOS DE HISTÓRIA 3 a 2

A Bandai soube distribuir bem o peso da história de Super Campeões quando vamos encarar o modo campanha. O jogo traz duas situações no modo Jornada: Episódio do Tsubasa e Episódio do Novo Herói.

O arco voltado para Oliver retrata a versão mais recente do anime, lançada em 2018. No jogo, temos a missão de levar o Nankatsu à terceira vitória consecutiva no campeonato nacional. É um momento muito introdutório também com relação aos comandos, com vários tutoriais sendo disponibilizados.

O que realmente chama a atenção é o Episódio do Novo Herói, contudo. Os eventos sucedem o que aconteceu no arco de Tsubasa. Aqui é quando criamos o nosso próprio personagem e a imersão realmente acontece com Super Campeões.

Depois de montar nosso jogador, com direito a um repertório vasto para personalização, precisamos escolher uma posição (atacante, meio-campista ou defensor) e uma das três equipes escolares disponibilizadas (Furano, Musashi ou Toho).

Acabei estreando nesse modo como atacante do Furano, que é um time mais coletivo e carece de força no setor ofensivo.

A missão é disputar um torneio feito de última hora como preparatório para o Desafio Mundial Juvenil, que é praticamente uma Copa do Mundo de juniores. Naturalmente, assim como a trajetória de Tsubasa, nosso objetivo na campanha é chegar ao topo do mundo.

Dessa forma, a história consegue ser um verdadeiro gol de placa - de Trivela, do Tigre, ao seu gosto.

DIÁLOGOS CANSATIVOS - 3 a 3

O problema é que toda a euforia pode facilmente ser anulada no meio de campo. É quando sofremos um contra-ataque mortal e o placar sobre “Captain Tsubasa: Rise of New Champions” volta a ficar empatado.

Como não se trata de um jogo de futebol, é normal que cinematics sejam usadas com frequência para costurar a história entre uma partida e outra. O problema é que, até mesmo para um game de anime, são muitas conversas - e algumas até sem graça. É bacana de início, mas depois quase que você entra num modo automático e vá apertando o botão pra seguir até a próxima partida.

O arco todo no torneio escolar fica rapidamente entediante, enquanto o que vivemos o Desafio Mundial consegue ter mais fôlego exatamente porque somos apresentados às grandes seleções do mundo - mas eu me peguei novamente fazendo leitura dinâmica para acelerar o processo sem necessariamente pular as conversas.

RESPEITO AO ANIME - 4 a 3

Futebol é arte. E vibramos ainda mais com gols que são verdadeiras pinturas. Em um lance muito plástico, voltamos à frente no placar porque “Captain Tsubasa: Rise of New Champions” respeita o anime de forma magistral.

Não só pela releitura muito fiel ao desenho e que ainda consegue criar praticamente uma nova história exatamente por conta do novo personagem, mas o jogo ainda insere momentos chaves na partida. Ou seja, no meio da partida, acabamos liberando eventos especiais dependendo do momento da história e para quem tocamos a bola.

O melhor é que alguns desses momentos especiais definem o rumo da partida, tanto a favor como contra. Por isso é importante ficar atento à história, pois procurar - ou evitar - determinado jogador em campo pode te ajudar a passar de fase.

Por fim, a grande pintura deste gol: o modo Jornada traz animações lindíssimas do próprio anime. É quando realmente os diálogos não ficam saturados e o coração aperta pela nostalgia (mesmo sendo com os traços da versão de 2018).

ZERO DIFICULDADE - 4 a 4

Só que mais uma vez a Bandai joga contra o nosso time e acabamos sofrendo um tremendo gol contra - mais um e tão frustrante quanto aquele levado por causa do modo online. “Captain Tsubasa: Rise of New Champions” é desafiador, mas só num primeiro momento.

É problemático que a competitividade do game esteja muito presente só porque ainda não estamos familiarizados com as mecânicas. Logo, o arco inteiro de Tsubasa acaba sendo mais árduo sim, assim como as primeiras fases do Episódio do Novo Herói.

A questão é que nós já estamos devorando o jogo quando entramos na Disputa Mundial Juvenil. E, sabe… São as melhores seleções do mundo ali!!!!!! Zerando a campanha pela primeira vez, talvez você não chegue a aplicar uma goleada, mas seguramente você conseguirá realizar muitos chutes enquanto praticamente não sofreu nenhum. O problema é quando você zera pela segunda vez e mete 10 a 1 na França - sim, eu fiz isso.

É frustrante você encarar uma Holanda, reconhecida dentro do universo de Super Campeões como uma das seleções mais ofensivas do mundo, e a bola ficar praticamente no seu pé. Contra uma Itália, que assumidamente joga na defensiva, até que dá pra inventar uma desculpa, mas contra times como Holanda e Argentina é decepcionante demais.

O pior é que o jogo não permite alterar o nível de dificuldade (vai de uma a três estrelas). O mais bizarro é que as partidas no modo campanha têm seus níveis alterados de tempos em tempos - então é bizarro jogar uma partida decisiva com apenas uma estrela

DIN MICA DE EVOLUÇÃO - 5 a 4

Algo que, querendo ou não, contribui para o tremendo gol contra de antes, mas que serve para nos colocar novamente à frente no placar é a dinâmica de evolução do nosso personagem criado.

“Captain Tsubasa: Rise of New Champions” consegue entregar uma experiência muito completa para transformarmos nosso jogador em um verdadeiro craque. É muito importante pontuar bem em cada partida já que receberemos pontos que serão convertidos para o aumento de skills.

Outro fator que é preciso ficar de olho é referente às químicas envolvendo os jogadores. O recurso de baralho com cards de jogadores é muito importante para tirarmos o melhor proveito do nosso personagem. Problema é que as explicações do game não são lá tão objetivas nesse sentido, então demorei a captar a funcionalidade e colocar ao meu favor.

Compreender essas dinâmicas de pontos e a química dos baralhos (Vínculos de Amizade) é fundamental para que o nosso personagem também se torne um jogador profissional de respeito.

E se vale uma tabelinha antes de a bola balançar as redes neste gol da análise: é muito bacana que o jogo remeta aos tempos clássicos de videogames quando precisávamos zerar o jogo - e até com macetes, como é o caso da seleção brasileira - para liberar personagens. Isso também é sobre evolução dentro do game querendo ou não. Ponto mais do que positivo.

MODO CRIATIVO - 6 a 4

A partida está chegando ao fim, mas só acaba quando o juiz apitar. No meio desse jargão, mais um gol para o novo título da Bandai - e agora por conta do modo criativo. Além da possibilidade de você criar o seu próprio personagem (ok, é ruim que só possamos criar por meio da Jornada, mas está valendo), podemos criar até seis equipes no Modo de Edição. É o chamado Time dos Sonhos.

É um espaço onde tomamos ainda mais as rédeas e temos inúmeros recursos para criar um time de futebol dentro do universo de Super Campeões. Eu, como grande fã dos modos Carreira e Master League, entrei em polvorosa quando vi essa oportunidade. Já tenho criados São Paulo, Chelsea e Juventus, por exemplo.

Você ainda pode colocar os jogadores que bem entender nos times - e sem preocupação de ter que distribuir bem os personagens. Ou seja, você pode colocar Oliver Tsubasa nos seis times editados caso seja do seu desejo.

Ah, e o melhor: com o seu Time dos Sonhos, você parte para as partidas online também.

FUTURO PROMISSOR - 7 a 4

Nos acréscimos, o gol para fechar o caixão de vez à favor do game. É com base em outro jargão futebolístico, mas totalmente cabível: é preciso pensar uma partida de cada vez. Ainda assim, com o placar construído desta análise, dá para olhar com bons olhos para o restante da temporada.

“Captain Tsubasa: Rise of New Champions” trabalha muito com dois elementos ao longo da campanha: a ideia de Tsubasa para o Brasil e a disputa da tão sonhada Copa do Mundo. É muito difícil que o game evolua para o Campeonato Brasileiro, mas nunca se sabe.

A questão é que uma DLC já foi confirmada com nove personagens inéditos. Logo, equipes novas estão para chegar. Trata-se de um game que tem muito potencial para ter vida útil bem longa, basta a Bandai saber trabalhar bem em cima do produto. O gol já está garantido por conta da DLC, pelo menos.

E outra situação, que abordarei num texto opinativo aqui para o ESPN Esports Brasil ainda é sobre as mecânicas usadas no Modo de Edição. O sistema criativo pode ser usado como base para elevar o game a outro patamar.

FIM DE PARTIDA - CONCLUSÕES FINAIS

Fim de jogo: 7 a 4 à favor de “Captain Tsubasa: Rise of New Champions”. Ao apito final do juiz, o novo título dessa franquia tão clássica consegue ganhar com margem significativa o coração do fã, mas talvez empate ou chegue até mesmo a perder com quem não faz parte dessa cultura.

A estratégia pode estar aí: apostar na paixão dos fãs para, ao longo do tempo, afinar o jogo e conquistar novos públicos. É um game casual, mas que dá munição para o jogador que gosta de competir - ainda mais se for se aventurar online.

“Captain Tsubasa: Rise of New Champions” mescla muito bem futebol e luta, revivendo, assim, o melhor de Super Campeões. É readaptar os vícios trazidos de Fifa e, principalmente, PES para combar com a essência de Dragon Ball Z.

Quando nos soltamos das amarras dos simuladores de futebol, o jogo fica uma delícia. É jogo pra apelar sem dó do adversário.